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Dois anos após sumiço, pais de Artur Paschoali acreditam que jovem ainda é escravizado no Peru

Os pais conseguiram que as investigações fossem reabertas pela polícia peruana

Brasília|Do R7, com TV Record

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Os pais de Arthur já desembolsaram R$ 160 mil nas buscas
Os pais de Arthur já desembolsaram R$ 160 mil nas buscas

Faz dois anos neste domingo (21) que o brasiliense Artur Paschoali desapareceu no Peru. Na época, o jovem tinha 19 anos e, até agora, a família segue sem qualquer notícia. Os pais apelaram para as redes sociais, mobilizaram Brasília e o Brasil para tentar descobrir o que aconteceu com Artur, mas nada deu certo. O casal chegou a ir até o Peru em busca do filho, fez um trabalho de investigação policial, contudo, eles encontraram apenas uma camisa e ficaram sabendo que ele trabalhou em um restaurante da região onde esteve.

Ao todo, os pais de Artur já desembolsaram R$ 160 mil nas buscas, que, segundo eles, contaram com pouca ajuda do governo brasileiro e da polícia local. Segundo o pai de Artur, Wanderlan Paschoali, suas buscas pessoais mostram que há possibilidade de que o jovem esteja sendo escravizado no Peru e, mediante provas, a polícia peruana decidiu reabrir as investigações.


— Já temos provas e materiais de que o Artur foi vítima de um sequestro. Mas não sabemos ainda se foi seguido ou não de morte. O Artur estaria vivo e sendo explorado em situação de escravidão no Norte do Peru.

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Inicialmente, o caso era tratado como desaparecimento, agora, depois de provas levantadas pelos próprios pais, Artur Paschoali é considerado uma vítima de crime. A mãe, Susana Paschoali, tem esperança de encontrar o filho e recompor sua família.

— Emocionalmente, tem sido muito difícil porque nós estamos completando agora dois anos nessa semana e a gente não parou um dia sequer. Nós temos sobrevivido. Quebrou algo em mim, a gente não consegue mais viver.


Artur falou com a mãe no dia 20 de dezembro de 2012 e, depois desse dia, nem ela ou qualquer outro familiar teve qualquer notícia do jovem.

— Ele sempre passava um período [sem ligar], porque lá é mais complicado a comunicação, então, a gente ficou tranquilo. Ficamos mais preocupados porque no dia 25 ele não postou nada no Natal, não falou nada. Aí ligamos e disseram que tinha um brasileiro desaparecido há mais de uma semana.

Com essa informação, os pais viajaram imediatamente para o Peru, procuraram a polícia e tentaram refazer o caminho do filho que, segundo testemunhas, teria saído para as montanhas. Contudo, nada disso levou a lugar nenhum. O casal ficou dez meses em busca de Arthur no país, período em que guardaram mais de mil arquivos, entre fotos e documentos. A partir daí, o quebra cabeça começou a se encaixar.

Wanderlan Paschoali explica que seu filho teria sido vendido para um curandeiro da região para ajudar a se comunicar com turistas e estaria sendo mantido a base de uma droga alucinógena, conhecida no local como Ayahuasca.

— Nós estamos firmes no propósito de conseguir trazer o Arthur de volta.

O jovem cursava artes cênicas na UnB (Universidade de Brasília), mas decidiu suspender os estudos para fazer uma viagem de seis meses a fim de conhecer alguns países da América Latina.

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