Dois homens são presos acusados de falsificar bebidas alcoólicas
Eles usavam frascos vazios de wiskis importados e os abastecia com bebidas de baixa qualidade
Brasília|Gustavo Frasão, do R7

A PCDF (Polícia Civil do DF) prendeu na manhã desta sexta-feira (20) dois homens acusados de falsificar bebidas alcoólicas. Eles compravam garrafas de wiskis importados e as abastecia com bebidas de baixa qualidade.
O delegado responsável pelo caso, Luiz Henrique Sampaio, chefe da DPCIM (Delegacia de Combate aos Crimes de Propriedade Imaterial), explicou que as investigações começaram depois que o dono de uma distribuidora de bebidas desconfiou da atitude dos homens.
A dupla vendia wiskis, vodkas e champanhes "originais" com um preço muito abaixo que o praticado pelo mercado.
— Eles iam à São Paulo comprar um kit falsificação, que consistia em lacres e embalagens perfeitas das bebidas originais. Eles vendiam por R$ 50 uma garrafa que custava, em média, R$ 200.
Para iludir as pessoas e conquistar uma clientela praticamente fiél, que nunca desconfiou de nada, os estelionatários diziam que tinham como revender os produtos por um preço menor porque compravam, praticamente sem custos, de embaixadas.
Polícia fecha laboratório que falsificava bebida em Taguatinga
A maior parte dos clientes da quadrilha era formada por pessoas da alto poder aquisitivo e vários consumidores são moradores do Lago Sul, um dos bairros mais nobres de Brasília.
— Os dois faturavam, em média, R$ 30 mil por mês, mas poderiam faturar muito mais agora nesta época do ano, período de natal, ano novo, festividades e comemorações.
Sampaio disse que a falsificação era tão perfeita, que a única forma de descobrir que o produto era adulterado consistia apenas no cheiro e no sabor. Para ele, algumas pessoas podem até ter desconfiado de que havia algo errado, mas deixaram passar.
— As garrafas tinham rótulos e selos mostrando que todos os impostos estavam pagos. A gente acredita que as pessoas estavam indo mais pelo bolso que pelo sabor.
O esquema era bem organizado e os dois agiam em juntos em uma casa de Taguatinga (DF). Três consumidores também foram detidos acusados de receptação, mas negaram que sabiam da origiem ilícita dos produtos.
O bando também confirmou, em depoimento, que iludia as pessoas com a história das embaixadas e que nunca ninguém desconfiou de nada. A polícia acredita que os acusados agiam havia pelo menos um ano e meio na capital federal.
Os dois estão na carceragem do DPE (Departamento de Polícia Especializada) à disposição da Justiça.













