Economista deixa emprego de R$ 4 mil em Salvador para montar delivery de acarajé no DF
Mercadoria é produzida na capital baiana e vendida congelada, em forma de kits
Brasília|Fred Leão, do R7

Pizza, sanduíche, macarrão, risoto. Tudo isso é comum de se vender em deliveries. Mas já imaginou pedir acarajé em casa? Um economista baiano deixou o emprego, com salário de R$ 4.000 em Salvador (BA), para apostar nesta ideia no Distrito Federal. Iuri Barbosa começou com o negócio em junho de 2013 e já consegue faturar mais do que o que ganhava quando tinha emprego fixo. A ideia surgiu nas vindas que Barbosa fazia a Brasília.
— Eu vinha para Brasília visitar meu irmão e via que tinha pouca oferta de comida baiana, muito menos para delivery.
Empolgado com a ideia, o economista experimentou acarajés em vários pontos no DF antes de criar a Expresso Acarajé. Ele conta que o prato típico vendido na região não era bom como o que comia em sua cidade.
— Vi que poderia faturar bem se eu trouxesse de Salvador um produto de qualidade, com sabor muito superior ao vendido no DF.
Delivery de comida light vira febre no Distrito Federal
O prato mais tradicional da Bahia é vendido pelo economista em kits congelados. O bolinho do acarajé deve ser colocado no forno por 15 minutos e o recheio, descongelado, é aquecido no micro-ondas.
Em cada um, são 30 miniacarajés, 250 g de vatapá, 150 g de camarão e molho de pimenta. Além dos acarajés, ele entrega também casquinha de siri, por R$ 20, com 250 g; abará – feito com massa de feijão fradinho com azeite de dendê e cozido dentro de folhas de bananeiras -, por R$ 25, com 500 g.
A mercadoria, que vem de avião de Salvador, fica armazenada em freezers no apartamento do economista, em Águas Claras. Segundo ele, a região onde o produto mais vende é no Sudoeste, seguido por Águas Claras e pelo Plano Piloto.
O empresário vai pessoalmente entregar os pedidos dos novos clientes. Um motoboy também ajuda nas entregas nos fins de semana, quando os pedidos aumentam. Além dos clientes individuais, ele fornece o produto também para bares e restaurantes, mas a intenção é que as vendas sejam feitas mais no varejo. Ele conta que alguns clientes fazem pedidos de acarajé semanalmente.
Com o crescimento do negócio, Barbosa planeja abrir uma loja para vender comida baiana congelada. O plano é que a primeira unidade seja no Sudoeste, no próximo ano.












