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Eles ficam com homens e negam ser gays. Conheça os g0ys de Brasília

Tipo de orientação sexual tem causado polêmica e “filosofia” é reconhecida por muitos homens

Brasília|Fred Leão, do R7

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Um dos representantes dos g0ys em Brasília afirma que possui um "bromance"
Um dos representantes dos g0ys em Brasília afirma que possui um "bromance"

Eles causaram polêmica por expor uma nova orientação sexual e, por isso, se tornaram um assunto bastante comentado na internet. Os g0ys (escreve-se com o algarismo zero no lugar da letra A da palavra gay) não se identificam com o comportamento sexual dos gays e desconsideram o sexo entre homens, apesar de se relacionarem com outros homens (e com mulheres, em alguns casos). Em Brasília, o movimento conta com adeptos e dois deles, que ajudam a disseminar a cultura desta vertente sexual falaram com o R7 DF sobre o assunto.

Um dos apoiadores da bandeira g0y em Brasília se identifica como Master Fratman e afirma que possui um bromance – uma mistura de amizade e romance – e se define como hetero-g0y, uma vertente da bissexualidade. Ele também se relaciona com mulheres e conta que já falou sobre esta característica para sua última namorada, que levou um “grande susto inicial”.


— Tenho um bromance. Não é namoro. É apenas uma amizade mais íntima e sem sexo penetrativo com outro homem.

O apoiador da causa participa de um site voltado para dúvidas e informações sobre os g0ys e se defende quanto às críticas de que seja um gay enrustido. Ele considera que, socialmente, é mais fácil ser um homossexual assumido do que um g0y. Para ele, não é uma questão de ser gay e fingir não ser. Fratman acredita se tratar de uma vertente de orientação sexual diferente, sem “os rótulos do mundo gay”.


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Outro representante em Brasília, que se identifica como Joseph Campestri, teve contato com a cultura g0y em 2011, por meio de um blog, e diz que o que prefere se relacionar sexualmente com mulheres para fazer sexo a três, com outro homem envolvido no ato. Ele afirma que não é enrustido, quanto à sua orientação sexual, e que não defende a bandeira gay.

— O fato de eu ser homoafetivo não me obriga a estar nas defesas das trincheiras do movimento LGBT [lésbicas, gays, bissexuais e transexuais].


Em defesa dos g0ys, Campestri critica a maneira como eles são vistos. E afirma que “quem é gay tem o direito de se assumir gay”.

— O que não pode é alguém ser forçado ou sentir-se coagido a assumir algo que não é.

A exposição gerada com a temática deve impulsionar com que mais homens fiquem curiosos ou se definam como pertencentes a esta vertente sexual, acredita Fratman.

— O número de adeptos aumentou, mas aumentou também a quantidade de curiosos, de gays preconceituosos, às vezes incrédulos, e até mesmo alguns opositores velados do movimento.

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