‘Eles são ditadores’, diz oposição ao criticar confirmação de Lula na disputa pelo quarto mandato
Petista afirmou nesta quinta que vai disputar novo mandato para as eleições do ano que vem
Brasília|Do R7
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Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmar que vai disputar o quarto mandato nas eleições presidenciais de 2026, parlamentares da oposição criticaram o petista. Lula fez o anúncio nesta quinta-feira (23) durante visita à Indonésia, onde busca ampliar parcerias comerciais.
Para o líder do PL na Câmara, Sóstenes Calvacante (RJ), o anúncio já era esperado. “O plano da esquerda é perpetuação no poder para sempre, eles são ditadores, já era esperado, nenhuma novidade”, comentou.
Além dele, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez publicações defendendo o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sem citar Lula, o parlamentar afirmou que Bolsonaro será “novamente eleito Presidente do Brasil em 2026!” A postagem também foi compartilhada pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP).
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“Somente aloprados entendem que criticar urnas eletrônicas é crime! Não há mal que dure para sempre! Jair Bolsonaro será novamente eleito Presidente do Brasil em 2026!”, escreveu Flávio.
Em setembro, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela participação na trama golpista, com regime inicial fechado. Além disso, ele está inelegível por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Na Indonésia, Lula confirmou que disputará as eleições em 2026. Em um primeiro momento, em anos anteriores, o petista chegou a comentar que não tinha intenção de concorrer e, em seguida, disse não saber, ainda, se participaria das eleições do próximo ano.
“Quero dizer que vou completar 80 anos, mas pode ter certeza que eu estou com a mesma energia quando eu tinha 30 anos. Vou disputar um quarto mandato no Brasil. Estou dizendo isso porque ainda vamos nos encontrar muitas vezes. Estou preparado para concorrer outras eleições e fazer com que a relação Indonésia e Brasil seja por demais valorosa”, disse.
Recentemente, outra decisão do petista causou forte reação entre políticos e partidos de direita. Eles classificaram a escolha de Lula por Guilherme Boulos (PSOL) para ministro da Secretaria-Geral da Presidência como um sinal de “radicalização” e “aproximação com a extrema-esquerda”.
Brasil na Indonésia
Em meio a busca por maior aproximação com países asiáticos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem citar o dólar, voltou a defender o uso de moedas próprias durante acordos e fez críticas ao protecionismo e unilateralismo. A fala foi feita durante uma declaração ao lado do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto.
No discurso, Lula citou o potencial para ampliar o fluxo de importação e exportação entre as duas nações, além de destacar a importância do multilateralismo e parceria estratégica.
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