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Em fórum, Brasil e Rússia defendem ampliação de parcerias comerciais

Além de ressaltarem o uso pacífico da energia nuclear, os dois países manifestam interesse em cooperar na indústria farmacêutica

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil e Rússia assinam documento sobre uso pacífico da energia nuclear no Fórum Empresarial.
  • Os países buscam ampliar parcerias nas áreas de saúde, agricultura e tecnologia.
  • Vice-presidente brasileiro destaca a necessidade de diversificar as relações comerciais e aumentar a exportação de produtos industrializados.
  • Primeiro-ministro russo menciona boas perspectivas para cooperação, principalmente na indústria farmacêutica e energética.

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Nota assinada pelos países também aponta a tecnologia como ponto de convergência Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil- 05.02.2026

Brasil e Rússia defendem o uso da energia nuclear para fins pacíficos. O posicionamento foi divulgado em documento assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin. Ambos lideraram, nesta quinta (5), o Fórum Empresarial Brasil-Rússia, no Itamaraty, em Brasília.


Os representantes dos países, que são parceiros do Brics, afirmaram que têm interesse em ampliar a pauta de radioisótopos medicinais para atender às necessidades em saúde.

O documento também destaca que há interesse na promoção de projetos conjuntos para “geração de energia nuclear, do ciclo de combustível nuclear, bem como na atualização da base jurídica bilateral da cooperação”.


No evento em Brasília, os países destacaram o interesse no desenvolvimento da cooperação na indústria farmacêutica e médico-hospitalar, assim como em construção naval, tecnologias industriais digitais e segurança cibernética.

As declarações ocorrem no dia em expira o tratado New Start, que limitava armas nucleares entre EUA e Rússia.


Multilateralismo

A nota assinada por Brasil e Rússia também destaca o multilateralismo e critica o uso de “medidas coercitivas unilaterais, particularmente contra países em desenvolvimento”.

Não há menção direta aos Estados Unidos ou a outro país. No entanto, o documento aponta que medidas coercitivas são “ilícitas, ilegítimas e incompatíveis com o direito internacional e com a Carta das Nações Unidas”.


Ainda nas palavras das autoridades no fórum, agressões internacionais violam os direitos humanos das populações atingidas, prejudicam o desenvolvimento sustentável e representam grave afronta à independência e à soberania dos Estados.

Nota divulgada pelo Palácio do Planalto afirma que o presidente Lula destacou ao primeiro-ministro russo a urgência na adoção de ações para fortalecer o multilateralismo.

Segundo o documento do Executivo, o presidente brasileiro insistiu na importância de manter mecanismos de acompanhamento das iniciativas para produzir resultados mais rápidos e benefícios concretos tanto para o Brasil quanto para a Rússia. Para Lula, as cifras ainda não espelham o tamanho das duas economias.

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Além do agro

Na tarde desta quinta, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin, ressaltaram a força da parceria comercial entre os dois países, particularmente para o setor agrícola.

Eles indicaram possibilidades de ampliação de importações e exportações, além da cooperação para pesquisa. Alckmin destacou que os países ocupam posições centrais na segurança alimentar global.

“O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo. A Rússia, por sua vez, é ator de primeira ordem no fornecimento de insumos estratégicos para a agricultura”, salientou o vice-presidente brasileiro.

Mais importações

O fluxo comercial entre os países em 2025 foi da ordem de US$ 11 bilhões, com mais importações do que exportações para o Brasil. Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, apontou que a cooperação entre os países contribui para tornar o sistema alimentar internacional mais resiliente.

O vice-presidente, entretanto, indicou que a relação comercial é ainda marcada por baixa diversificação e concentração em produtos primários. Por isso, o contato entre os empresários e autoridades poderia ajudar a ampliar as exportações de bens industrializados, além de incentivar parcerias em áreas como tecnologia, energia e saúde.

“Para que tudo isso ocorra, o governo brasileiro está comprometido em oferecer previsibilidade, segurança jurídica e ambiente favorável aos negócios”, garantiu.

Projetos de longo prazo

O primeiro-ministro russo também ressaltou a necessidade de estreitar os contatos diretos em um contexto em que a Rússia faz parte de cinco principais parceiros econômicos de importação do Brasil. “O mercado brasileiro conta com mais da metade dos produtos da Rússia para a América Latina”, ressaltou Mikhail Mishustin.

Ele concordou com Alckmin sobre a intenção de diversificar o comércio para ampliar a oferta de produtos com valor agregado maior e lançar projetos de longo prazo.

“Nós temos todas as oportunidades para alcançarmos resultados práticos em área química, energia, petróleo e gás, energia atômica, produção de medicamentos, exploração do espaço e outras áreas que representam interesse mútuo”, disse o primeiro-ministro.

Transferência de tecnologia

Mishustin frisou ainda que os países têm “boas perspectivas” para a cooperação na área farmacêutica.

“Já estão sendo criadas as condições favoráveis dos produtos inovadores da Rússia para o mercado brasileiro. São preparados para doenças oncológicas e diabetes”, exemplificou.

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