Eleições 2022

Brasília Em reunião com Biden, Bolsonaro diz que deixará governo de forma democrática se perder eleições

Em reunião com Biden, Bolsonaro diz que deixará governo de forma democrática se perder eleições

Presidente brasileiro diz esperar eleições limpas, confiáveis e auditáveis; partido dele contratou empresa para fazer auditoria

  • Brasília | Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro

Alan Santos/Presidência da República

Em reunião nesta quinta-feira (9) com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai deixar a Presidência da República "de forma democrática" se perder as eleições deste ano. De todo modo, ele frisou que espera um processo eleitoral sem polêmicas.

"Neste ano, temos eleições no Brasil e queremos, sim, eleições limpas, confiáveis e auditáveis, para que não sobre nenhuma dúvida após o pleito. Tenho certeza que ele será realizado nesse espírito democrático. Cheguei pela democracia e tenho certeza que, quando deixar o governo, também será de forma democrática”, garantiu.

Bolsonaro e Biden se encontraram pela primeira vez desde a eleição do americano, em 2020. Os dois tiveram uma reunião durante a Cúpula das Américas, em Los Angeles. No discurso, o brasileiro disse que está à disposição para buscar uma solução para o conflito entre Rússia e Ucrânia e afirmou que o Brasil preserva a floresta amazônica, ao contrário do que é dito no exterior.

Empresa para auditar eleições

Nesta semana, o PL (Partido Liberal), legenda de Bolsonaro, apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a empresa contratada pela sigla para auditar as eleições presidenciais deste ano. A companhia, Instituto Voto Legal, é sediada em São Paulo e é dirigida pelo engenheiro Carlos Rocha.

O ofício enviado ao TSE, ao qual o R7 teve acesso, diz que a empresa liderou as equipes que desenvolveram e fabricaram as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições de 1996.

A empresa conta que, já em 2016, na gestão de Gilmar Mendes à frente do TSE, foi convidada para apresentar recomendações técnicas para o desenvolvimento de uma nova urna eletrônica, com a impressão do voto, para atender à legislação aprovada pelo Congresso Nacional em 2015.

"A nossa equipe se diferencia pela utilização de metodologias de última geração combinadas com profundo conhecimento de como a tecnologia traz governança, transparência e segurança aos sistemas de informação, acumulado em décadas de experiência de sucesso em grandes empresas", destaca.

O anúncio de que o PL iria contratar uma empresa para auditar o pleito eleitoral foi feito pelo próprio presidente Bolsonaro no início de maio. Na ocasião, o chefe do Executivo afirmou que a decisão é um direito da legenda, visto que a legislação permite que os partidos que participarão da eleição constituam sistema próprio de fiscalização, apuração e totalização dos resultados.

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