Logo R7.com
RecordPlus

Em reunião da Celac, chanceler venezuelano diz que interesse de Trump é por petróleo

Declaração de Yván Gil ocorreu em reunião de emergência neste domingo; Ele classificou ataque como afronta à América Latina

Internacional|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Yván Gil, chanceler da Venezuela, denuncia interesse dos EUA em petróleo e recursos naturais da América Latina.
  • A ação dos Estados Unidos é classificada como ataque não só à Venezuela, mas a toda a região.
  • Gil critica a operação que resultou na prisão de Nicolás Maduro, chamando-a de covarde e criminosa.
  • O chanceler aponta que as ameaças dos EUA foram alertadas desde agosto do ano passado e considera a invasão uma agressão planejada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Yván Gil (de gravata vermelha, ao lado de Mauro Vieira) pediu que Celac se posicionasse de forma severa contra os EUA Divulgação/MRE - arquivo

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, condenou a ação dos Estados Unidos no país que resultou na captura e prisão do presidente Nicolás Maduro, e disse que o interesse de Donald Trump no país sul-americano é por petróleo e riquezas naturais.

A declaração foi dada em reunião da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), no começo da tarde deste domingo (4).


“O que ficou claro, e eles não podem esconder, é que o que interessa são os nossos recursos naturais. O petróleo, a energia, a terra, a água e a biodiversidade da nossa região. As máscaras caíram definitivamente. Por isso, afirmamos que esse ataque não é só contra a Venezuela, mas contra a América Latina e o Caribe. Hoje foi a Venezuela, amanhã pode ser qualquer outro país”, alertou.

Yván classificou a invasão de sábado como um episódio sombrio. “O Governo dos Estados Unidos violou de maneira aberta a paz da América Latina e do Caribe”, avaliou. Para ele, a operação que terminou na prisão de Nicolás Maduro foi “covarde e criminosa”. “Assassinaram civis, militares venezuelanos e sequestraram o presidente”, ressaltou.


O chanceler declarou também que a ação de sábado não foi isolada, mas planejada e executada violando os princípios fundamentais do direito internacional. “Foram violados a Carta das Nações Unidas, o Direito Internacional Humanitário e os direitos humanos fundamentais, de direito à vida e a integridade pessoal”, destacou.

Leia mais

O ministro pontuou que as ameaças dos EUA são advertidas desde agosto do ano passado pelo país. “A Venezuela alertou sobre a escalada militar perigosa no Caribe, as provocações sistemáticas e violação da zona de paz. A ação [de sábado] não foi uma surpresa, foi uma agressão”, declarou.


Yván também teceu críticas diretas ao governo americano. “Durante anos, certos governos têm utilizado um discurso supostamente moral para atacar a Venezuela. Falam de democracia, de direitos humanos, de comunidade internacional. Mas nunca nada disso interessou a eles. Quem bombardeia e mata civis e sequestra um presidente não se pode dizer defensor dos direitos humanos e não pode falar de regras internacionais”, afirmou.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.