Em reunião da Celac, chanceler venezuelano diz que interesse de Trump é por petróleo
Declaração de Yván Gil ocorreu em reunião de emergência neste domingo; Ele classificou ataque como afronta à América Latina
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O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, condenou a ação dos Estados Unidos no país que resultou na captura e prisão do presidente Nicolás Maduro, e disse que o interesse de Donald Trump no país sul-americano é por petróleo e riquezas naturais.
A declaração foi dada em reunião da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), no começo da tarde deste domingo (4).
“O que ficou claro, e eles não podem esconder, é que o que interessa são os nossos recursos naturais. O petróleo, a energia, a terra, a água e a biodiversidade da nossa região. As máscaras caíram definitivamente. Por isso, afirmamos que esse ataque não é só contra a Venezuela, mas contra a América Latina e o Caribe. Hoje foi a Venezuela, amanhã pode ser qualquer outro país”, alertou.
Yván classificou a invasão de sábado como um episódio sombrio. “O Governo dos Estados Unidos violou de maneira aberta a paz da América Latina e do Caribe”, avaliou. Para ele, a operação que terminou na prisão de Nicolás Maduro foi “covarde e criminosa”. “Assassinaram civis, militares venezuelanos e sequestraram o presidente”, ressaltou.
O chanceler declarou também que a ação de sábado não foi isolada, mas planejada e executada violando os princípios fundamentais do direito internacional. “Foram violados a Carta das Nações Unidas, o Direito Internacional Humanitário e os direitos humanos fundamentais, de direito à vida e a integridade pessoal”, destacou.
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O ministro pontuou que as ameaças dos EUA são advertidas desde agosto do ano passado pelo país. “A Venezuela alertou sobre a escalada militar perigosa no Caribe, as provocações sistemáticas e violação da zona de paz. A ação [de sábado] não foi uma surpresa, foi uma agressão”, declarou.
Yván também teceu críticas diretas ao governo americano. “Durante anos, certos governos têm utilizado um discurso supostamente moral para atacar a Venezuela. Falam de democracia, de direitos humanos, de comunidade internacional. Mas nunca nada disso interessou a eles. Quem bombardeia e mata civis e sequestra um presidente não se pode dizer defensor dos direitos humanos e não pode falar de regras internacionais”, afirmou.
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