Ex-mulher de homem que atacou cinco em Samambaia recebe alta
Ela estava internada desde o dia 5. Outras quatro pessoas também foram atingidas pelo autor que foi denunciado pelo MP
Brasília|Josiane Ricardo, da Record TV

A ex-companheira do homem que esfaqueou cinco mulheres e matou uma criança de 8 anos, em Samambaia (DF), recebeu alta na última segunda-feira (21). Eudicilene de Sousa Barros, de 50 anos, foi a última sobrevivente da chacina a ser liberada dos cuidados médicos. Ela estava internada desde o dia 5 de fevereiro, no Hospital Regional de Ceilândia.
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Em poucas palavras, Eudicilene resumiu tudo o que viveu desde o ataque. "Estou levando como posso”, disse.
No mesmo dia em que ela recebeu alta, o MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) denunciou Adenilson Santos Costa, 35 anos. O promotor de justiça Tiago Dias entendeu que o homem cometeu os crimes por motivo torpe, impossibilitando a defesa da vítima, e “agiu por nutrir sentimentos de posse em relação a vítima”. O MP pediu a manutenção da prisão preventiva do acusado.
Além da ex-mulher, Adenilson Santos também atacou outras quatro pessoas da mesma família: Izadora de Souza Nascimento, de 8 anos, Adélia e Ana Paula Paraguai, respectivamente mãe e tia da menina, e a avó, Eunice Maria de Sousa, 54 anos. Avó e neta morreram na tragédia. Já a mãe e a tia receberam alta do hospital na segunda-feira (7).
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 5 de fevereiro. Adenilson teve uma discussão com a ex-companheira Eudicilene Barros que foi motivada por ciúmes, segundo a polícia. Depois disso, a mulher foi até a casa das amigas.
Irritado, o homem invadiu a residência esfaqueou as mulheres e a criança de 8 anos. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi acionado para socorrer as vítimas e descreveu o local como uma "cena de terror".
Adenilson confessou que a intenção era realmente matar a ex-companheira e foi preso em flagrante pela polícia militar. Somadas as penas das tentativas de homicídio e dos homicídios qualificados, ele pode pegar até 145 anos de prisão.














