Família de Marielle se abraça e chora após condenação dos mandantes da morte da vereadora
Pais, filha e irmã da vereadora acompanharam julgamento de forma presencial no STF
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Após o STF (Supremo Tribunal Federal) condenar por unanimidade nesta quarta-feira (25) os cinco acusados de planejar a morte da vereadora Marielle Franco, a família dela ficou emocionada.
Antônio Francisco Silva (pai), Marinete da Silva (mãe), Luyara Franco (filha) e Anielle Franco (irmã) acompanharam o julgamento de forma presencial. Após a confirmação das sentenças, eles se abraçaram e choraram.
Ao longo da sessão desta quarta-feira, os familiares de Marielle precisaram de atendimento médico. Marinete foi a primeira a passar mal. Ela deixou a sala de julgamento aos prantos, sendo amparada por Luyara e Anielle.
A mãe da vereadora foi atendida por brigadistas da corte e estava com a pressão arterial em 17x12. Marinete aguardou sentada em um sofá fora do plenário e, após cerca de meia hora, voltou à sala para acompanhar o restante do julgamento.
Pouco depois, no mesmo local, Luyara passou mal e foi levada de cadeira de rodas a uma tenda de atendimento em saúde.
Após o fim do julgamento, quem passou mal foi Antônio Francisco. “Tive um pico de pressão e não estou me sentindo bem. Quero agradecer à cobertura nesses quase oito anos de angústia, e chegamos hoje numa decisão”, disse o pai de Marielle.
Penas dos condenados
Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão foram condenados como mandantes do crime. Cada um recebeu pena de 76 anos e 3 meses de prisão, sendo:
- 9 anos e 7 meses mais 200 dias-multa (2 salários mínimos) por organização criminosa;
- 25 anos pelo homicídio qualificado de Marielle;
- 25 anos pelo homicídio qualificado de Anderson Torres, motorista de Marielle;
- 16 anos e 8 meses pelo homicídio qualificado tentado de Fernanda Chaves, assessora de Marielle, que estava no carro da vereadora no dia do crime.
O major da PM Ronald Paulo de Alves Pereira também foi condenado pelos homicídios e recebeu pena de 56 anos de prisão em regime fechado.
Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi condenado por obstrução à Justiça e corrupção passiva, com pena de 18 anos de reclusão, inicialmente em regime fechado, e 360 dias-multa (1 salário-mínimo).
Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão no TCE-RJ, foi condenado por participação em organização criminosa e recebeu 9 anos de reclusão e 200 dias-multa.
Indenização de R$ 7 milhões
Além dessas penas, os condenados deverão pagar indenização às famílias de Marielle e Anderson e à vítima Fernanda, em valor fixado em R$ 7 milhões pelo Supremo.
Com a condenação, todos foram declarados inelegíveis por oito anos, já que a lei prevê essa perda em casos de crimes contra a vida, contra a administração pública ou praticados por organização criminosa. Também houve decisão pela perda dos cargos públicos dos condenados.
A suspensão dos direitos políticos até o fim da pena também foi decidida. A medida será aplicada com o trânsito em julgado da sentença, quando não houver mais chance de recursos.
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