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Ministério da Fazenda afirma que Câmara 'deu passo importante' ao aprovar a reforma tributária

Proposta que muda o sistema de impostos no Brasil foi validada em dois turnos e segue para análise do Senado

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Fernando Haddad cumprimenta Arthur Lira
Fernando Haddad cumprimenta Arthur Lira

O Ministério da Fazenda divulgou, nesta sexta-feira (7), comunicado em que afirma que a Câmara dos Deputados "deu um passo importante" com a aprovação em dois turnos da reforma tributária. O texto foi encaminhado ao Senado.

"A reforma tributária não é uma proposta de governo, o país a pede. É uma necessidade para nossa economia, para nossa produtividade avançar. Essa maneira ultrapassada com que os tributos estão organizados atrapalha muito a indústria, o comércio, os serviços. Precisamos despolarizar essa discussão, despartidarizá-la. É um projeto de país que vai beneficiar a todos. Uma vitória para nós e para as próximas gerações", afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em uma rede social.


Após mais de 12 horas de discussão, a Câmara dos Deputados aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária em dois turnos. No primeiro, foram 382 votos favoráveis e 118 contrários. No segundo, 375 a favor e 113 contrários. Eram necessários 308 votos para a aprovação da matéria.

O texto foi encaminhado ao Senado. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), admitiu que espera modificações feitas pelos senadores e uma discussão mais pausada.


O presidente afirmou que a Câmara saberá respeitar as alterações, e que as Casas vão trabalhar juntas para formar entendimento em um texto em comum, posto que a PEC não permite divergências entre a Câmara e o Senado.

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No comunicado, o Ministério da Fazenda cita os entraves em torno da proposta. "Ao longo dos anos, o modelo de tributação brasileiro, instituído na década de 1960 e modificado com a Constituição de 1988, tem enfrentado diversos desafios. Embora tenha passado por modificações, o sistema de tributação sobre o consumo tornou-se cada vez mais complexo e disfuncional. Sua ineficiência e falta de equilíbrio têm gerado uma carga tributária pesada e injusta para os cidadãos e as empresas do país."

Ainda segundo a pasta, as alterações feitas na proposta "foram fruto de amplo diálogo mantido pelo relator com os demais parlamentares e representantes de setores econômicos e da sociedade civil, com apoio do governo federal". "São mudanças que atendem a anseios da sociedade e que, somadas ao modelo de IVA previsto na PEC, proporcionarão crescimento econômico, com redução das desigualdades sociais e regionais", finaliza.

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