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Federação das autoescolas deve recorrer ao STF para tentar derrubar novas regras da CNH

Setor pretende enviar projeto ao Congresso para reverter resolução que elimina obrigatoriedade de aulas práticas em autoescolas

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Federações de autoescolas planejam recorrer ao STF contra a nova resolução do Contran que elimina aulas práticas para obtenção da CNH.
  • A medida, aprovada por unanimidade, permite alternativas de preparação fora das autoescolas e visa reduzir custos e burocracia na habilitação.
  • A Feneauto e entidades estaduais vão protocolar um projeto na Câmara dos Deputados para derrubar a resolução.
  • O ministro dos Transportes afirmou que a mudança não exige alterações legais, mas a Feneauto contesta a falta de diálogo e respeito ao setor e ao Congresso Nacional.

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Para ajudar na retomada econômica do comércio e de prestadores de serviços, o Governo do Distrito Federal (GDF) lançou um pacote de medidas econômicas. A primeira etapa da iniciativa vai beneficiar centenas de empresários, com destaque para as autoescolas. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Autoescolas são contra mudanças promovidas pelo governo Paulo H. Carvalho/Agência Brasília - 20.5.2021

Entidades que representam as autoescolas estão preparando recurso ao STF (Supremo Tribunal Federal) e um projeto para ser enviado ao Congresso a fim de derrubar os efeitos da resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que elimina a obrigatoriedade de aulas práticas em autoescolas para obter a CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

A resolução, aprovada por unanimidade na segunda-feira (1º), também permite que o cidadão se prepare de outras formas, que não em uma autoescola, para realizar os exames teórico e prático. Para entrar em vigor, a medida ainda precisa ser publicada no Diário Oficial da União.


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Em nota, o presidente da Feneauto (Federação Nacional das Autoescolas), Ygor Valença, explicou que a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), que representa nacionalmente o setor produtivo, contestará a resolução no STF.

Além disso, a Feneauto e entidades estaduais vão protocolar na Câmara dos Deputados um projeto de decreto legislativo para derrubar os efeitos da resolução do Contran.


“Defendemos um modelo moderno, seguro, acessível e alinhado ao interesse público — mas jamais um modelo improvisado, inseguro e construído sem diálogo”, afirmou.

Burocracia e altos custos

Com a mudança, o governo mira os altos custos e a burocracia que afastam milhões de brasileiros da habilitação.


Dados da Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) indicam que cerca de 20 milhões de pessoas dirigem sem habilitação, e outras 30 milhões têm idade para tirar a CNH, mas não conseguem arcar com despesas que podem chegar a R$ 5.000. O governo estima que o novo modelo pode reduzir em até 80% o custo total da habilitação.

A nota da Feneauto afirma que o governo federal e o Ministério dos Transportes atropelaram os trâmites democráticos ao convocarem, de última hora, uma reunião do Contran para apresentar a minuta da resolução.


“Novamente não houve diálogo, transparência ou sequer aviso prévio ao setor que há 28 anos cumpre uma função delegada pelo próprio Estado”, aponta.

No entendimento da federação, a minuta da resolução, incluída no sistema do Contran na segunda-feira, não foi encaminhada com antecedência para os ministérios que compõem o conselho.

Mudança não depende de lei

Em outubro, o ministro dos Transportes, Renan Filho, explicou que a mudança não dependia de mudança em lei, mas apenas de uma resolução do Contran. Para o ministro, no entanto, a deliberação do Contran não substitui o trabalho do Congresso Nacional.

“Essas mudanças configuram um verdadeiro fato consumado criado pelo Poder Executivo, interferindo diretamente em competências que são do Poder Legislativo, que já decidiu debater o tema com responsabilidade”, diz trecho do comunicado.

O presidente da Feneauto se reuniu na segunda-feira com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que criou a Comissão Especial para o Plano Nacional de Formação de Condutores. A instalação da comissão estava prevista para ocorrer nesta terça-feira (2), na reunião de líderes.

“A atitude do Ministério dos Transportes, portanto, é não apenas uma afronta ao setor, mas também um desrespeito ao Congresso Nacional, que já se manifestou pela necessidade de discutir o tema com profundidade e participação social”, afirma a entidade.

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