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FGTS: STF decide que rendimento deve seguir inflação, mas veta ‘bolada’ retroativa

Decisão unânime da Corte garante que o saldo do trabalhador não perca poder de compra

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF determina que o saldo do FGTS deve ser corrigido pelo IPCA para evitar perda de poder de compra.
  • Não haverá pagamento retroativo, mantendo a fórmula atual de correção.
  • A decisão terá repercussão geral, obrigando todos os juízes do Brasil a segui-la.
  • Mais de 176 mil processos sobre o tema devem ser resolvidos rapidamente após a decisão.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fórmula de cálculo do fundo deve atingir, no mínimo, o IPCA Gustavo Moreno/STF- 23.03.2024

O (STF) Supremo Tribunal Federal reafirmou, em decisão definitiva, que o saldo das contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) deve ser corrigido, no mínimo, pelo IPCA (Índice oficial de inflação). A medida visa impedir que o dinheiro do trabalhador desvalorize com o passar do tempo.

Apesar da vitória para o bolso do cidadão, o tribunal manteve uma trava importante: não haverá pagamento retroativo.


Como fica o seu dinheiro?

A Justiça decidiu que a fórmula atual (TR + 3% de juros ao ano + distribuição de lucros) continua valendo, mas com uma condição obrigatória:

  • Rendimento Mínimo: Se a conta não chegar ao valor da inflação (IPCA), o governo é obrigado a complementar a diferença.
  • Poder de Compra: O trabalhador tem a garantia de que o saldo guardado vai acompanhar o aumento dos preços no país.
  • Sem Retroatividade: A nova regra só vale para o futuro. Quem entrou na Justiça pedindo correções de anos passados não terá o pedido atendido.

Leia mais

Por que o STF barrou o pagamento do passado?

O ministro Edson Fachin, relator do caso, destacou que o FGTS possui uma “dupla finalidade”. Além de ser uma reserva para o trabalhador, o fundo é a principal fonte de recursos para programas habitacionais e obras de infraestrutura.


Segundo a Corte, mudar o cálculo de forma retroativa poderia:

  • Desequilibrar as contas do fundo;
  • Prejudicar o financiamento de casas populares (como o Minha Casa, Minha Vida);
  • Gerar instabilidade em contratos de investimentos já realizados.

A decisão tem “repercussão geral”. Isso significa que todos os juízes do Brasil são obrigados a seguir esse entendimento em processos semelhantes que ainda estão em tramitação.


Números do impasse

Dados do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) mostram que o tema é um dos maiores “vilões” do Judiciário: são cerca de 176 mil processos parados aguardando essa definição. Com a tese fixada agora, essas ações devem ter um desfecho rápido nas instâncias inferiores.

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