Fiesp celebra avanço do acordo Mercosul–União Europeia e vê novas oportunidades para a indústria brasileira
Entidade vê acordo como avanço estratégico para a indústria brasileira
Brasília|Do R7
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A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) celebrou a autorização para a assinatura do Acordo de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, considerado um marco após décadas de negociações. A entidade acompanhou de forma ativa as tratativas ao longo dos anos, com a defesa de um entendimento que gerasse ganhos concretos para a sociedade e para a indústria brasileira.
Embora reconheça que o texto final não seja ideal, a Fiesp avalia que o acordo representa o consenso possível diante da necessidade de conciliar os interesses de 31 países, em um contexto de profundas mudanças no comércio internacional. Para a entidade, trata-se de um passo estratégico para ampliar a inserção do Brasil e dos demais países do Mercosul em cadeias globais de valor.
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De caráter amplo, o acordo tende a transformar significativamente a dinâmica das relações comerciais entre os blocos, afetando a forma como empresas importam, exportam e realizam investimentos.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, destacou que a aprovação do texto inaugura uma nova etapa para o setor produtivo.
“Para a Fiesp, o trabalho de verdade começa agora. Caberá a todos nós inovar, melhorar a produtividade e buscar incessantemente a excelência da porta para dentro das fábricas, onde já fazemos frente aos competidores europeus”, afirmou.
Segundo ele, a entidade também atuará para garantir condições de concorrência equilibradas, de modo que os empreendedores nacionais possam aproveitar plenamente as oportunidades abertas pelo acordo.
Apesar do clima de otimismo, a federação ressalta que o processo ainda não foi concluído. O acordo precisa ser formalmente assinado e posteriormente ratificado pelo Congresso Nacional e pelo Parlamento Europeu.
Somente após essas etapas os pilares econômico e comercial poderão entrar em vigor, permitindo que os efeitos positivos esperados se reflitam, de fato, na economia brasileira.
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