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Flávio Bolsonaro classifica posicionamento do governo sobre EUA X Irã como ‘inaceitável’

O governo brasileiro divulgou uma nota em que condena o ataque e defende a negociação entre as partes

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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Flávio criticou posicionamento do governo federal sobre ataques EUA X Irã Carlos Moura/Agência Senado - 03.12.2025

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “inaceitável” o posicionamento divulgado pelo MRE (Ministério das Relações Exteriores), que condenou e expressou “grave preocupação” com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado (28).

“Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”, afirmou Flávio, que deve enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de outubro, em uma publicação no X.


Ele afirmou que o Brasil não precisa se envolver em “conflitos regionais”, nem assumir protagonismo em disputas nas quais não está envolvido.

Segundo o senador, o país também não deveria escolher o lado “moralmente errado” ao se posicionar sobre conflitos. O posicionamento do governo, ele disse, legitima o regime iraniano que financia e apoia organizações terroristas e “promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico.”


“Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento”, ele escreveu.

O senador ainda expressou solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e outros países que foram alvos de ataques iranianos em retaliação à ofensiva dos EUA e Israel.


O posicionamento brasileiro

O governo brasileiro divulgou neste sábado (28) uma nota em que condena o ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã e em que defende a negociação entre as partes para evitar a escalada de hostilidades.

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Na nota, o Itamaraty pede aos envolvidos que respeitem o direito internacional e “exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil”.


O governo diz ainda que as embaixadas brasileiras na região acompanham os desdobramentos das ações e recomenda que os brasileiros na região estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países em que estiverem.

A posição brasileira se alinha à de outros líderes mundiais, que manifestaram preocupação com o conflito. Os líderes da União Europeia, por exemplo, divulgaram uma declaração conjunta neste sábado pedindo moderação e o envolvimento da diplomacia regional na esperança de “garantir a segurança nuclear”.

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