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Fux e Gilmar protagonizam mal-estar em julgamento sobre prorrogação da CPMI; entenda

Ao citar decisão de 2020 de Gilmar, Fux não mencionou o nome do colega, mas o ministro o encorajou a fazê-lo

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux discutem durante julgamento no STF sobre a prorrogação da CPMI do INSS.
  • Fux menciona decisão de Gilmar de 2020, mas não o cita diretamente por respeito.
  • Fux é a favor da prorrogação da CPMI, enquanto Gilmar se opõe, destacando a falta de jurisprudência sobre o tema.
  • Os ministros já tiveram desentendimentos anteriormente, como em um episódio do ano passado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fux estava cauteloso citando um mandado de segurança, disse que não citava colega por respeito Fellipe Sampaio e Carlos Moura/SCO/STF/Arquivo

Os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux protagonizaram uma discussão durante o julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (26) sobre a prorrogação da CPMI do INSS, que encerra os trabalhos no próximo sábado (28).

Em seu voto, o ministro Luiz Fux citou uma decisão de 2020 de Gilmar Mendes, que negou um pedido apresentado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro para barrar a prorrogação da CPMI das Fake News.


Ao relembrar a decisão em questão, Fux não citou o nome de Gilmar. O decano do STF, no entanto, disse a Fux que não precisava se constranger em citar que a decisão tinha sido dele.

Fux estava cauteloso e comentou que não citaria o nome do colega por respeito. Gilmar, então, disse: “O voto é meu, ministro Fux, pode falar”.


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No julgamento desta quinta, Fux se colocou a favor de prorrogar a CPMI do INSS, enquanto Gilmar foi contra.

Fux relembrou a decisão de 2020 para defender que, naquela ocasião, ao não invalidar a prorrogação da CPMI das Fake News, o STF estava, na prática, intervindo e permitindo que o colegiado tivesse mais prazo para funcionar.


Contudo, Gilmar explicou que, naquele caso, o STF não determinou a prorrogação judicialmente, mas apenas negou o pedido de um parlamentar que queria impedir uma prorrogação que já havia sido decidida internamente pelo próprio Congresso.

“A verdade é essa: não há jurisprudência sobre prorrogação. O que o Tribunal disse neste caso é que simplesmente não haveria como questionar. Quantas CPIs podem funcionar é um tema de economia interna do Congresso. Vamos nós agora dizer que funcionam 50 CPIs no Congresso? Vossa Excelência pode citar o relator com tranquilidade, porque eu trabalho com fatos”, disse Gilmar.


“Lamentável”

No ano passado, os dois também tiveram uma discussão durante o intervalo de uma sessão plenária no STF. O caso foi acompanhado por outros ministros.

Gilmar questionou Fux sobre o motivo de ele ter suspendido o julgamento de um recurso em que o senador Sergio Moro tentava reverter a decisão que o tornou réu por calúnia contra Gilmar.

Gilmar, então, o chamou de “figura lamentável”.

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