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GDF renova contrato com empresa de ônibus por até dez anos

A Expresso São José atende quatro milhões de passageiros por mês; o novo contrato prevê a renovação da frota de veículos

Brasília|Fabíola Souza, do R7, em Brasília

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Ônibus da empresa de transporte Expresso São José
Ônibus da empresa de transporte Expresso São José

O Governo do Distrito Federal (GDF) renovou nesta terça-feira (27) o contrato com a empresa de transporte público Expresso São José. O termo aditivo assinado tem vigência de até dez anos e prevê a renovação da frota. Em 2020, a Expresso São José alegou ao GDF inviabilidade financeira para compra de ônibus por queda de faturamento e aumento de gastos na pandemia. O termo pode ser rompido caso as cláusulas resolutivas não sejam cumpridas.

Atualmente, a empresa conta com 576 veículos que circulam por Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Vicente Pires, Estrutural, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN) e Setor de Oficinas Norte (SOFN). Dessa frota, 473 veículos terão de ser renovados devido à condição ruim de suas estruturas.


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De acordo com a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), a opção pela preservação do contrato levou em consideração alguns fatores, como a manutenção do atendimento aos passageiros do transporte público e dos empregos dos funcionários da empresa. A Expresso São José atende quatro milhões de passageiros por mês.

O GDF tem contratos com cinco empresas que representam cinco bacias de atendimento ao transporte público da cidade. São elas: Viação Piracicabana, Viação Pioneira, Consórcio HP-ITA, Auto Viação Marechal e Expresso São José. Com a assinatura, os contratos com todas as cinco bacias estão renovados.


Auxílio emergencial

Em 2021, a 6ª Vara da Fazenda Pública do DF decidiu que empresas de ônibus tinham que devolver o auxílio recebido do Governo do Distrito Federal por conta da pandemia de Covid-19. Os beneficiados foram as empresas Expresso São José, Auto Viação Marechal, Urbi Mobilidade Urbana, Viação Piracicabana e Viação Pioneira. O valor, de acordo com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), foi de cerca de R$ 90 milhões.

Na época, os advogados da Expresso São José argumentaram que o auxílio emergencial evitou o colapso do sistema de transporte público do DF. Já os defensores da Viação Marechal destacaram que prestam um serviço essencial de competência do GDF, que é o responsável por garantir a circulação dos ônibus mesmo durante a pandemia.

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