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Governo anuncia investimento de R$ 770 milhões para quatro universidades do Ceará

Os detalhes dos investimentos foram anunciados pelo presidente juntamente com o Ministro da Educação

Brasília|Plínio Aguiar e Victoria Lacerda, do R7, em Brasília


Cerimônia de anúncios de investimentos para as instituições federais de educação do Ceará
Investimentos para as instituições federais do Ceará Ricardo Stuckert / PR - 20/06/2024

O governo federal anunciou, nesta quinta-feira (20), investimentos de R$ 778,9 milhões, voltados à expansão e consolidação das instituições federais de ensino e da saúde no Ceará. Serão beneficiados a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Universidade Federal do Cariri (UFCA), a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).

Os detalhes dos investimentos foram anunciados pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana.

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“É preciso dar ao povo do Nordeste a capacidade de competir. Não queremos tirar nada de ninguém, apenas ter a mesma oportunidade. Nossos filhos não querem tirar os ricos da universidade, queremos ter o direito de competir com eles no vestibular e no Enem”, afirmou Lula.

Por meio do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o governo vai investir em expansão e consolidação no estado cearense: R$ 189 milhões para universidades federais, R$ 316,4 milhões para hospitais universitários e R$ 190,3 milhões para o IFCE. Além disso, outros R$ 83,2 milhões para instituições federais de ensino e saúde são contrapartida do estado e dos municípios.

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Com investimento de mais de R$ 150 milhões, o Instituto Federal do Ceará vai receber seis novos campi, a serem construídos nos bairros de Messejana e São Gerardo, em Fortaleza, e nos municípios de Mauriti, Campos Sales, Lavras da Mangabeira e Cascavel. A meta é gerar 8,4 mil vagas de educação profissional e tecnológica.

A Universidade Federal do Cariri (UFCA) terá um novo Hospital Universitário, além de recursos para consolidação da UFCA em Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Brejo Santo e Icó, assim como a construção dos campis em Crateús, Quixadá, Russas, Sobral e Itapajé.

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Volta a pedir fim de greve

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a pedir nesta quinta-feira (20) o fim da greve dos professores universitários e técnicos administrativos de instituições federais de ensino, que já dura mais de dois meses. Em entrevista, o presidente afirmou que a medida prejudica os alunos.

As declarações foram dadas pelo presidente durante entrevista a uma rádio cearense. Lula lembrou que, na época em que fazia parte do movimento sindical, chegou a perder negociações por ser muito “radical”. “Eu disse aos reitores que não estão prejudicando o governo, não estão prejudicando o Lula. Estão prejudicando, na verdade, os alunos, que estão perdendo bons dias de aula”, pontuou.

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Lula ainda reclamou que as categorias ainda não agradeceram ao governo pela recomposição salarial de 9% dada no ano passado.

“Todo e qualquer movimento de trabalhador tem o direito de fazer greve e de reivindicar. O que as pessoas não podem esquecer é o que já foi feito, o que já foi oferecido. Nós apresentamos um pacote, demos 9% antecipado no ano passado. Eu, às vezes, fico triste, porque ninguém agradeceu os 9% e estão fazendo uma greve dizendo que é por 4,5% e que não damos nada nesse ano”, disse Lula.

“Eles têm que entender que estamos há um ano e seis meses no governo. Foram quase oito anos de estagnação nesse país, estamos retomando e vamos colocar as coisas no lugar. Na reunião com os reitores, não foram eles que falaram de greve, foi eu. É importante analisar o que tem na mão. Eu espero que tenham compreensão e espero que saibam que no meu governo não falta oportunidade de conversar”, acrescentou.

“Eles têm que entender que estamos há um ano e seis meses no governo. Foram quase oito anos de estagnação nesse país, estamos retomando e vamos colocar as coisas no lugar. Na reunião com os reitores, não foram eles que falaram de greve, foi eu. É importante analisar o que tem na mão. Eu espero que tenham compreensão e espero que saibam que no meu governo não falta oportunidade de conversar”, acrescentou.

Lula se reuniu com reitores de universidades no início deste mês, em Brasília. Na ocasião, criticou a greve e afirmou não ver motivos para durar tanto tempo. “A greve tem um tempo para começar e tempo para terminar. A única coisa que não se pode permitir é que uma greve termine por inanição. O dirigente sindical tem que ter coragem de propor, negociar, mas tem que ter coragem de tomar decisões que muitas vezes não é o tudo ou nada que ele apregoou”, destacou.

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