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Governo brasileiro deve esperar a contagem de vítimas para se posicionar sobre crise na Venezuela

Lula deve chegar a Brasília ainda neste sábado (03) para reunião de emergência com ministros

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window e Natália Martins

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Lula deve chegar em Brasília ainda neste sábado (03) de manhã Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Governo brasileiro deve aguardar a consolidação da contagem de vítimas antes de se posicionar oficialmente sobre os ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Enquanto isso, ministros e lideranças do Executivo se reúnem neste sábado (3) para discutir medidas de resposta humanitária diante de um possível aumento do fluxo migratório na fronteira norte do país.

A principal preocupação do governo é o impacto humanitário do conflito, considerando os mais de dois mil quilômetros de fronteira entre Brasil e Venezuela. A avaliação interna é de que, diante de uma eventual escalada da crise, a prioridade será garantir acolhimento, assistência e organização da entrada de imigrantes em território brasileiro.


Fontes ligadas ao Palácio do Planalto afirmam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve antecipar o retorno de suas férias e viajar a Brasília para coordenar reuniões com ministros e definir os próximos passos do governo. A orientação, no entanto, é de cautela: qualquer manifestação oficial deve ocorrer apenas após a confirmação do número de vítimas e a avaliação mais precisa da dimensão dos ataques.

De acordo com integrantes do governo, a Casa Civil vinha se preparando para esse cenário. Nas últimas semanas, foram realizadas reuniões técnicas que resultaram na elaboração de um plano de resposta, concluído há cerca de duas semanas, diante da possibilidade de agravamento do conflito envolvendo a Venezuela.


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O planejamento prevê ações articuladas entre ministérios e órgãos federais para lidar com um eventual ingresso de refugiados e migrantes no Brasil.

Na manhã deste sábado, uma reunião marcada para as 10h, no Itamaraty, deve tratar dos detalhes operacionais do plano, incluindo o acionamento do Programa de Acolhida, criado para recepcionar migrantes em situação de vulnerabilidade. O encontro reúne representantes da diplomacia, do Ministério da Justiça e de órgãos responsáveis por políticas migratórias e humanitárias.


Internamente, a avaliação é de que o Brasil precisará equilibrar a resposta humanitária com a cautela diplomática, no entanto, conforme as fontes ligadas ao Planalto, afirmam que o presidente deve condenar os ataques.

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