Brasília Governo cogita congelar preço dos combustíveis por alta do petróleo

Governo cogita congelar preço dos combustíveis por alta do petróleo

Após presidente Bolsonaro criticar política de preços da Petrobras, ideia é implantar subsídio temporário para conter reajustes

  • Brasília | Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro

Isac Nóbrega / PR /22.02.2022

O governo federal estuda uma forma de evitar que a Petrobras promova novos reajustes aos combustíveis em razão da guerra entra Rússia e Ucrânia e quer congelar os preços de forma tempórária, com um subsídio que poderia ser custeado pela própria estatal.

Nesta segunda-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro fez críticas à Petrobras e à política de preços adotadas pela empresa para definir o valor dos combustíveis, a PPI (política de paridade internacional), que faz com que o preço dos derivados de petróleo acompanhe a variação do valor do barril de petróleo no mercado internacional e do dólar.

Como o conflito na Europa fez o preço do barril de petróleo superar a marca de 100 dólares nos últimos dias, a tendência é que a Petrobras repasse essa alta aos combustíveis no Brasil, que podem ficar mais caros. Bolsonaro condena novos reajustes e quer evitar um prejuízo ainda maior para os consumidores, o que poderia afetá-lo eleitoralmente.

Dessa forma, uma ideia cogitada pelo presidente e outros integrantes do Executivo é usar os dividendos que a União vai receber da Petrobras neste ano, de pelo menos R$ 37 bilhões, para evitar que eventuais oscilações no mercado internacional refletissem no valor de venda dos combustíveis nas bombas.

Algo semelhante foi feito pelo ex-presidente Michel Temer, em 2018, durante a greve dos caminhoneiros. Para dar fim à paralisação, ele concedeu um subsídio na comercialização do óleo diesel de até R$ 0,30 por litro, usando R$ 9,5 bilhões para cobrir parte dos custos das distribuidoras.

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