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Greve nos Correios: TST promove audiência de conciliação e fixa 80% da equipe em atividade

Caso encontro saia sem acordo, sessão extraordinária está marcada para terça-feira (30) para avaliar movimento

Brasília|Rafaela Soares, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TST marca audiência de conciliação para discutir a greve dos Correios, que começou em 17 de dezembro.
  • A greve afeta unidades em diversos estados e foi provocada pela insatisfação da categoria com a proposta da ECT.
  • A ministra Kátia Magalhães Arruda determinou que 80% dos trabalhadores permaneçam em atividade e prevê multa por descumprimento.
  • Os Correios afirmam que 91% do efetivo está trabalhando e implementaram medidas para minimizar os impactos da greve.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

80% dos trabalhadores devem se manter em atividade durante greve Joédson Alves/Agência Brasil

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) marcou para segunda-feira (29) uma audiência de conciliação entre os trabalhadores e os Correios.

Segundo a Corte, o objetivo é tentar um acordo entre as partes para evitar o julgamento da causa pela SDC (Seção em Dissídios Coletivos).


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A greve foi instituída no dia 17 de dezembro, e a paralisação atinge unidades no Distrito Federal e em estados como São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Ceará, Paraíba, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Já no dia 18, Uma decisão da ministra Kátia Magalhães Arruda determinou que os sindicatos que deflagraram greve mantenham 80% dos trabalhadores em atividade em cada unidade, além de garantir o livre trânsito de pessoas, bens e cargas postais.


Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 100 mil por sindicato.

Entenda

A Seção de Dissídios Coletivos do TST é composta por nove ministros, incluindo o presidente e o vice-presidente do tribunal, além do Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho.


A SDC julga questões trabalhistas complexas, como greves, acordos e convenções coletivas, tendo o poder de criar normas para reger relações de trabalho quando há conflitos coletivos, buscando a pacificação entre capital e trabalho.

Greve

De acordo com o Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares de São Paulo), o movimento foi deflagrado após a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) não apresentar uma proposta considerada satisfatória pela categoria.


Entre as principais reivindicações, estão a manutenção de direitos, o reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho.

Entre os pontos criticados estão mudanças no plano de saúde, redução de benefícios relacionados a férias, alterações na jornada de trabalho, extinção de adicionais e a não convocação de candidatos aprovados em concurso público.

Os sindicatos também relatam problemas estruturais e de segurança nas unidades.

Em nota do começo da greve, os Correios informaram que todas as agências permanecem abertas e as entregas seguem sendo realizadas em todo o território nacional.

Segundo a estatal, cerca de 91% do efetivo está em atividade e, dos 36 sindicatos que representam os trabalhadores, 24 não aderiram ao movimento.

A empresa salienta ainda que a adesão à greve é parcial e localizada, com maior concentração em estados como Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Para reduzir impactos operacionais, foram adotadas medidas contingenciais para garantir a continuidade dos serviços essenciais.

Os Correios reafirmaram compromisso com o diálogo, a sustentabilidade da empresa e a preservação dos empregos, e informaram que seguem empenhados na construção de um consenso com as representações dos trabalhadores, sob mediação do TST.

A estatal informou que segue à disposição da população pelos canais de atendimento: 4003-8210 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-881-8210 (demais localidades).

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