Brasília Guedes diz que Brasil vai entrar em ciclo de crescimento de 3% ao ano

Guedes diz que Brasil vai entrar em ciclo de crescimento de 3% ao ano

Ministro disse também que o mundo vai viver um momento de recessão e inflação alta, efeitos da guerra e da pandemia

  • Brasília | Hellen Leite, do R7, em Brasília

O ministro da Economia, Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira (28) que o país pode entrar em um ciclo de crescimento de 3% ao ano pelos próximos dez anos. "O Brasil está no início de um longo ciclo de crescimento, se tivermos a capacidade de manter o caminho da prosperidade. [São] 98,8 milhões de brasileiros trabalhando, com guerra e pandemia, o Brasil reagiu fulminantemente à crise", afirmou em apresentação no Painel Telebrasil 2022, que discute a expansão da tecnologia 5G, a internet 3.0 e a sustentabilidade no setor de telecomunicações.

Segundo o ministro, com a guerra na Ucrânia, o governo está adotando a mesma estratégia usada na pandemia, com "medidas em camadas". Primeiro vieram os cortes de tributos. Agora, com maiores efeitos do conflito, serão liberados os repasses diretos à população. Guedes diz que o governo está repassando esses ganhos à população "dentro da filosofia liberal".

Ele citou que o mundo vai viver um período de recessão no exterior, aumento da inflação e guerra comercial. Mas disse para os brasileiros não desanimarem, já que a tendência é de "fortalecimento da economia interna".

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Guedes criticou as comparações com gestões anteriores e disse que a meta do atual governo é criar uma "enorme classe média". "Nosso objetivo é criar uma grande sociedade aberta, grande economia de mercado e uma enorme classe média. Esse é o caminho de uma democracia liberal, e estou muito convencido de que estamos no caminho certo", enfatizou. 

O ministro disse que espera acabar com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Em maio, o governo reduziu o imposto em 35% para garantir a continuidade dos estímulos à economia. "O IPI desindustrializou o Brasil. Já baixamos 35%. Se continuarmos, chegamos a zero. [O IPI] Penaliza os mais frágeis, desindustrializa o Brasil. Temos de reduzir esses impostos", afirmou o ministro.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carlos Baigorri, também fizeram a abertura do evento promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel, Celular e Pessoal (Conexis Brasil). Além deles, participam do painel os presidentes das principais operadoras e fabricantes de equipamentos de telecomunicações.

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