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Guerra no Oriente Médio pode pressionar preços de remédios no Brasil, alerta Padilha

Ministro da Saúde afirma que conflito pode afetar importação de insumos e logística internacional

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre Padilha alerta que guerra no Oriente Médio pode elevar preços de medicamentos no Brasil.
  • Conflito pode impactar a importação de insumos e a logística internacional necessária para a produção farmacêutica.
  • Padilha destaca a importância de monitorar conflitos e a necessidade de produção interna para minimizar efeitos externos.
  • Presidente Lula critica investimentos em armamentos e reforça a prioridade em salvar vidas por meio do Sistema Único de Saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasília (DF), 26/02/2026 - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante anuncio de um conjunto de ações para reduzir o tempo de espera no diagnóstico e no tratamento de doenças raras no Sistema Único de Saúde (SUS). 
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
Segundo Padilha, situação no Oriente Médio é preocupante Joédson Alves/Agência Brasil - 26.2.2026

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (3) que o conflito em curso no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, pode impactar os preços de medicamentos no Brasil.

Segundo ele, a situação é preocupante e pode provocar aumento de custos, principalmente por causa de efeitos na cadeia global de produção e distribuição de insumos farmacêuticos.


A declaração foi dada durante visita a uma farmacêutica em Valinhos (SP), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Padilha explicou que o Ministério da Saúde monitora conflitos internacionais por causa dos reflexos no abastecimento.


“Todo conflito bélico, a gente sempre monitora essa situação. Por isso que é todo o esforço para que a gente possa produzir todas as etapas de produção no Brasil, para a gente ficar totalmente imune a qualquer conflito bélico, a qualquer oscilação cambial”, disse.

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O ministro destacou que, embora muitos medicamentos sejam produzidos no país, parte dos princípios ativos é importada.


“Vários produtos que são produzidos mesmo aqui no Brasil, os princípios ativos vêm, por exemplo, da Índia, que pode ter circulação afetada. Você tem uma parte que a cadeia logística vem por aeroportos do Oriente Médio. Então, você pode ter até uma mudança de rota, isso pode impactar nos custos”, afirmou.

Para Padilha, guerras afetam a saúde de forma direta e indireta. “Toda guerra faz muito mal à saúde, porque mata pessoas, faz com que os países direcionem seus recursos que vão para a saúde para defesa, para comprar armas, para soltar mísseis, e atrapalha também a circulação de produtos”, declarou. Ele acrescentou que o atual conflito “pode fazer mal à saúde global, não só do Brasil, mas do mundo inteiro”.


Lula critica gastos com guerras

Durante a visita, Lula também comentou o cenário internacional e criticou os investimentos em armamentos.

“O Estado não tem que ser o produtor, ele não tem que ter a fábrica. O que ele tem é que ser o indutor, o que ele tem é que criar política de crédito, financiamento e ajudar na produção, porque quando beneficia as pessoas, todo mundo ganha, e a gente salva a vida. Sobretudo nesse instante em que, se vocês ligarem a televisão agora, está falando de morte. Se você ligar a televisão de noite, está falando de guerra. Se você ligar a televisão de manhã, está falando de morte, está falando de drone, está falando de mísseis, está falando de invasão”, disse o presidente.

“Aqui, nós estamos falando de salvar vida. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é o nosso míssil. Não o míssil para matar, o míssil para salvar”, disse o presidente, ao exibir caixas de medicamentos que podem custar até R$ 6.000 por seringa, mas são oferecidos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

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