Guerra no Oriente Médio pode pressionar preços de remédios no Brasil, alerta Padilha
Ministro da Saúde afirma que conflito pode afetar importação de insumos e logística internacional
Brasília|Do R7, em Brasília
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (3) que o conflito em curso no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, pode impactar os preços de medicamentos no Brasil.
Segundo ele, a situação é preocupante e pode provocar aumento de custos, principalmente por causa de efeitos na cadeia global de produção e distribuição de insumos farmacêuticos.
A declaração foi dada durante visita a uma farmacêutica em Valinhos (SP), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Padilha explicou que o Ministério da Saúde monitora conflitos internacionais por causa dos reflexos no abastecimento.
“Todo conflito bélico, a gente sempre monitora essa situação. Por isso que é todo o esforço para que a gente possa produzir todas as etapas de produção no Brasil, para a gente ficar totalmente imune a qualquer conflito bélico, a qualquer oscilação cambial”, disse.
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O ministro destacou que, embora muitos medicamentos sejam produzidos no país, parte dos princípios ativos é importada.
“Vários produtos que são produzidos mesmo aqui no Brasil, os princípios ativos vêm, por exemplo, da Índia, que pode ter circulação afetada. Você tem uma parte que a cadeia logística vem por aeroportos do Oriente Médio. Então, você pode ter até uma mudança de rota, isso pode impactar nos custos”, afirmou.
Para Padilha, guerras afetam a saúde de forma direta e indireta. “Toda guerra faz muito mal à saúde, porque mata pessoas, faz com que os países direcionem seus recursos que vão para a saúde para defesa, para comprar armas, para soltar mísseis, e atrapalha também a circulação de produtos”, declarou. Ele acrescentou que o atual conflito “pode fazer mal à saúde global, não só do Brasil, mas do mundo inteiro”.
Lula critica gastos com guerras
Durante a visita, Lula também comentou o cenário internacional e criticou os investimentos em armamentos.
“O Estado não tem que ser o produtor, ele não tem que ter a fábrica. O que ele tem é que ser o indutor, o que ele tem é que criar política de crédito, financiamento e ajudar na produção, porque quando beneficia as pessoas, todo mundo ganha, e a gente salva a vida. Sobretudo nesse instante em que, se vocês ligarem a televisão agora, está falando de morte. Se você ligar a televisão de noite, está falando de guerra. Se você ligar a televisão de manhã, está falando de morte, está falando de drone, está falando de mísseis, está falando de invasão”, disse o presidente.
“Aqui, nós estamos falando de salvar vida. Isso aqui é um drone de remédio para o povo brasileiro. Isso aqui é o nosso míssil. Não o míssil para matar, o míssil para salvar”, disse o presidente, ao exibir caixas de medicamentos que podem custar até R$ 6.000 por seringa, mas são oferecidos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
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