Haddad sobre caso Master: ‘Situação e oposição têm que buscar a verdade’
Ministro alerta contra politização e defende investigação rigorosa da fraude bancária
Brasília|Leonardo Meireles, do R7, em Brasília
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta semana que o caso Banco Master exige responsabilidade de todos os atores políticos e foco total na apuração dos fatos.
Segundo ele, tanto situação quanto oposição precisam concentrar esforços na busca pela verdade, sem transformar o episódio em disputa política.
“Tudo o que situação e oposição têm que fazer neste momento é buscar a verdade”, declarou Haddad.
Para o ministro, a politização do episódio, no sentido negativo, acaba beneficiando criminosos e enfraquecendo as instituições. “Você politizar, no mau sentido da palavra, beneficia o criminoso. Se você quer a verdade, você vai lá e pune, independentemente de filiação”, completou.
Haddad também criticou julgamentos antecipados e defendeu o respeito ao Estado Democrático de Direito. De acordo com ele, investigações precisam avançar até o fim, com individualização das condutas.
“Se você prejulgar as pessoas, você não está fazendo o que se espera de um Estado Democrático de Direito. Agora, quando a apuração vai às últimas consequências, identifica responsabilidades e pune, aí tudo bem”, afirmou.
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Em declarações anteriores, o ministro classificou o episódio envolvendo o Banco Master como um possível caso da maior fraude bancária da história do país.
Segundo Haddad, o governo acompanha de perto a atuação do Banco Central, mantendo diálogo constante com a autoridade monetária desde a decretação da liquidação da instituição financeira.
Entenda o caso
O Banco Master ganhou projeção nacional ao oferecer investimentos com taxas de retorno acima da média do mercado, o que levantou dúvidas sobre sua saúde financeira.
Diante do aumento das desconfianças, a instituição passou a buscar compradores. O BRB (Banco Regional de Brasília) chegou a anunciar a aquisição, mas o processo não avançou após decisão do Banco Central. Em seguida, o grupo financeiro Fictor manifestou interesse no negócio.
O banqueiro Daniel Vorcaro acabou preso em 17 de novembro do ano passado, sob suspeita de envolvimento em uma fraude bilionária contra o sistema financeiro nacional. Doze dias depois, obteve liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica.
No dia 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, encerrando oficialmente as atividades da instituição. A medida designou um liquidante responsável pelo controle do banco, venda de ativos e pagamento de dívidas.
Embora questionada, a decisão será analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sem possibilidade de reversão, conforme avaliação do próprio tribunal.
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