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Haddad sobre caso Master: ‘Situação e oposição têm que buscar a verdade’

Ministro alerta contra politização e defende investigação rigorosa da fraude bancária

Brasília|Leonardo Meireles, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pede responsabilidade na apuração do caso Banco Master.
  • Haddad alerta contra a politização do episódio, que pode beneficiar criminosos e enfraquecer instituições.
  • Investigação rigorosa deve identificar responsabilidades sem julgamentos antecipados, conforme a democracia exige.
  • Banco Central decretou a liquidação do Banco Master após suspeitas de fraude bancária, com acompanhamento do governo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Haddad pediu a governistas e oposição que não condenem instituições, mas indivíduos no caso Master TV RECORD/Reprodução - 29.01.2026

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta semana que o caso Banco Master exige responsabilidade de todos os atores políticos e foco total na apuração dos fatos.

Segundo ele, tanto situação quanto oposição precisam concentrar esforços na busca pela verdade, sem transformar o episódio em disputa política.


“Tudo o que situação e oposição têm que fazer neste momento é buscar a verdade”, declarou Haddad.

Para o ministro, a politização do episódio, no sentido negativo, acaba beneficiando criminosos e enfraquecendo as instituições. “Você politizar, no mau sentido da palavra, beneficia o criminoso. Se você quer a verdade, você vai lá e pune, independentemente de filiação”, completou.


Haddad também criticou julgamentos antecipados e defendeu o respeito ao Estado Democrático de Direito. De acordo com ele, investigações precisam avançar até o fim, com individualização das condutas.

“Se você prejulgar as pessoas, você não está fazendo o que se espera de um Estado Democrático de Direito. Agora, quando a apuração vai às últimas consequências, identifica responsabilidades e pune, aí tudo bem”, afirmou.


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Em declarações anteriores, o ministro classificou o episódio envolvendo o Banco Master como um possível caso da maior fraude bancária da história do país.

Segundo Haddad, o governo acompanha de perto a atuação do Banco Central, mantendo diálogo constante com a autoridade monetária desde a decretação da liquidação da instituição financeira.


Entenda o caso

O Banco Master ganhou projeção nacional ao oferecer investimentos com taxas de retorno acima da média do mercado, o que levantou dúvidas sobre sua saúde financeira.

Diante do aumento das desconfianças, a instituição passou a buscar compradores. O BRB (Banco Regional de Brasília) chegou a anunciar a aquisição, mas o processo não avançou após decisão do Banco Central. Em seguida, o grupo financeiro Fictor manifestou interesse no negócio.

O banqueiro Daniel Vorcaro acabou preso em 17 de novembro do ano passado, sob suspeita de envolvimento em uma fraude bilionária contra o sistema financeiro nacional. Doze dias depois, obteve liberdade mediante uso de tornozeleira eletrônica.

No dia 18 de novembro, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master, encerrando oficialmente as atividades da instituição. A medida designou um liquidante responsável pelo controle do banco, venda de ativos e pagamento de dívidas.

Embora questionada, a decisão será analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sem possibilidade de reversão, conforme avaliação do próprio tribunal.

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