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Imagens recebidas pela PF sobre suposta agressão em Roma confirmam depoimento de Moraes

Vídeos do Aeroporto Fiumicino, em Roma, mostram o conteúdo gravado por três câmeras, em ângulos diferentes

Brasília|Natália Martins, da Record TV, e Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

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Suspeitos de agredir Alexandre de Moraes em Roma
Suspeitos de agredir Alexandre de Moraes em Roma

As imagens da suposta agressão sofrida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e por familiares no Aeroporto Fiumicino, em Roma, na Itália, recebidas pela Polícia Federal nesta segunda-feira (4), confirmam a versão dada por ele em depoimento à Polícia Federal em 25 de julho. A Record TV teve acesso à descrição das gravações. Os vídeos mostram o conteúdo de três câmeras, em ângulos diferentes.

Os investigadores confirmaram o tapa dado pelo empresário Roberto Mantovani no filho de Moraes, Alexandre Barci de Moraes. Os agentes ainda analisam se a agressão foi intencional.


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Roberto Mantovani Filho, Andreia Mantovani e Alex Zanatta são apontados como os responsáveis pelas agressões ao ministro e a familiares dele. O trio foi abordado pela PF em 15 de julho, ao desembarcar no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Eles responderão em liberdade por crimes contra a honra e ameaça.

À Record TV, o advogado Ralph Tortima, que defende os três investigados pela agressão, disse que é favorável que o ministro Dias Tóffoli derrube o sigilo do inquérito e dê publicidade ao conteúdo das imagens, "para que não restem dúvidas do que ocorreu naquele dia", afirmou.


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Moraes estava na Itália com a família para uma palestra na Universidade de Siena, no Fórum Internacional de Direito. Na semana passada, os advogados dos suspeitos pediram ao STF acesso às imagens do ocorrido antes da perícia da Polícia Federal.

Depoimentos

O ministro Alexandre de Moraes, a esposa e os filhos afirmaram à Polícia Federal, em julho, que as ofensas e agressões sofridas pela família tiveram motivação política e ocorreram com o intuito de constranger o magistrado.


Os cinco depoimentos — do ministro, da esposa e dos três filhos dele — foram realizados por videoconferência na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

Entenda

O R7 apurou que, na hora da confusão, Moraes fazia o credenciamento para entrar em uma sala VIP quando foi xingado. Já dentro da sala, ele passou a ser gravado e alvo de gritos. A suspeita Andreia Mantovani teria dito aos filhos do ministro que Moraes havia fraudado as urnas eletrônicas e roubado as eleições. A mulher foi, então, avisada pelos filhos dele de que, se não parasse, seria gravada e processada.

De acordo com relatos de quem teve acesso ao depoimento, Andreia chamou o marido. Nesse momento, Roberto Mantovani teria avançado contra o filho do ministro e xingado Moraes de "ladrão". Foi então que o filho do magistrado pegou o celular para gravá-lo e levou um tapa no rosto, que fez com que seus óculos saíssem do lugar. Roberto foi contido por um estrangeiro.

Após a agressão, os suspeitos foram embora, mas retornaram momentos depois. Segundo o relato, Alexandre de Moraes foi até eles e disse que era a segunda vez que eles ofendiam e agrediam sua família. Moraes avisou os suspeitos de que tiraria fotos para identificá-los e de que eles seriam processados no Brasil. Após mais xingamentos, o ministro e sua família deixaram o local.

O ministro, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conduziu a Justiça Eleitoral durante as eleições de 2022 e é relator dos inquéritos sobre os ataques de 8 de janeiro no STF. À época do episódio, o Supremo informou que não se manifestaria sobre o caso.

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