Irmão de tenente-coronel assassinado no DF ganha guarda provisória da sobrinha de 13 anos
Menina já está no Rio de Janeiro onde será acompanhada pelo Conselho Tutelar
Brasília|Sandro Guidalli,Do R7

A filha adolescente do tenete-coronel Sergio Murilo Cerqueira, assassinado na sexta-feira (15) supostamente a mando da própria mulher, já está sob tutela provisória do irmão dele, o dentista Marco Vinicius Cerqueira. A guarda foi concedida pela Justiça em tempo recorde devido às circunstâncias do caso. Já a guarda definitiva ainda depende de análise do Ministério Público do Distrito Federal. A família já tem advogado para tratar do assunto em Brasília (DF).
A menina, que tem 13 anos, está provisoriamente na casa do avô paterno no Rio de Janeiro desde a terça-feira (19). No dia em que o pai foi encontrado morto numa área remota do DF, ela pediu apoio a um primo que mora no Jardim Botânico (DF). Desde então ela era acompanhada pelo Conselho Tutelar local que enviará relatório sobre a menina ao Conselho Tutelar do Rio de Janeiro, que passará a cuidar dela até ela completar a maioridade. Ela terá de ser avaliada por psicólogos por exigência do Conselho, que poderá fazer visitas a nova família dela periodicamente.
Viúva suspeita de planejar morte de tenente-coronel diz que foi agredida para confessar o crime
Segundo a cunhada do coronel assassinado, a mudança da adolescente de Brasília para o Rio de Janeiro já estava planejada mesmo antes da tragédia. Com a separação dos pais, ela deixaria o Distrito Federal com a mãe, que também tem família no Rio de Janeiro. Segundo ela, o coronel Sergio Murilo, antes da morte, havia pedido ao irmão que cuidasse da filha na cidade pois ele não poderia mais estar tão presente na vida dela em razão da distância que haveria entre os dois com a separação da mãe dela e a saída das duas de Brasília.
Cristiana Osório Cerqueira e a irmã, Claudia Osório, são acusadas de terem planejado a morte do coronel. O motivo: com a separação, a mulher dele receberia R$ 2 mil de pensão. Por achar o valor pequeno, Cristiana teria em mente matar o marido para ficar com a aposentadoria dele, de R$ 10 mil, além de um fundo de pensão do Exército, avaliado em pouco mais de R$ 300 mil. Ambas responderão por homicídio qualificado.
O corpo do coronel foi achado na madrugada do sábado (16). Ele foi executado com um tiro na cabeça disparado por um revólver que tinha sido dado a ele pelo sogro, também militar.
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