‘Já não produzimos apenas jornalismo, somos produtores de conteúdo’, afirma Roberto Munhoz na SET Centro-Oeste
Encontro em Brasília debateu avanço da TV 3.0, convergência multiplataforma e necessidades de regulação e financiamento para o setor da radiodifusão
Brasília|Do R7
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O futuro da televisão aberta e os desafios da distribuição de conteúdo multiplataforma estiveram no centro dos debates da SET Centro-Oeste 2026, realizado nesta quarta-feira (18), em Brasília (DF).
O evento reuniu autoridades como o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Wilson Wellisch, e a gerente de Espectro, Órbita e Radiodifusão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Kim Mota, além de líderes do mercado, para traçar o rumo da TV 3.0.
Um dos destaques foi Roberto Munhoz, diretor de Jornalismo da RECORD Brasília. Ele ressaltou que as emissoras precisam se reinventar diante dos novos hábitos da audiência.
“É necessário mudar. Hoje somos produtores de conteúdo, já não produzimos apenas jornalismo. Nós estamos a olhar para as plataformas como uma extensão para a entrega de conteúdo”, afirmou Munhoz.
Regulação e o caminho para a nova geração da TV
Para que essa evolução avance, o diretor-geral da Abratel, Samir Nobre, defendeu que o país aproveite a experiência da TV digital e “não invente a roda”.
Ele destacou que o financiamento deve alcançar também as emissoras regionais, garantindo que a TV 3.0 não fique restrita às grandes capitais.
Segundo Nobre, a nova tecnologia permitirá unir a força da comunicação de massa com a personalização da mídia de performance.
Nobre citou ainda os testes de 5G Broadcast em Curitiba como um novo caminho para o setor. Para ele, a tecnologia permitirá que a TV aberta e gratuita chegue aos smartphones, levando jornalismo profissional e esporte diretamente para a palma da mão do usuário.
Convergência tecnológica e infraestrutura

A base técnica para essa mudança encerrou o evento. Gerente de Engenharia e Tecnologia da RECORD Brasília, Tomaso D’Angelo Wantuil Papi moderou o painel sobre convergência tecnológica, detalhando como o novo padrão vai transformar a entrega de conteúdo e criar chances de interatividade.
“Saímos da SET Centro-Oeste com uma certeza: a TV do futuro exige coragem para inovar nos formatos e pé no chão para estruturar a operação. Mais do que entretenimento, nosso compromisso é criar uma radiodifusão forte, democrática e pronta para o que vem por aí”, concluiu Papi.
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