Justiça garante que o Grupo Fictor continue operando durante investigação
Decisão suspende execuções e medidas de constrição por 30 dias para não ‘asfixiar’ empresa
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) deferiu, na segunda-feira (2), a tutela de urgência solicitada pelo Grupo Fictor no âmbito do pedido de recuperação judicial da Fictor Holding S.A. e da Fictor Invest Ltda.
As empresas, que atuam em áreas como agronegócio e investimentos, pediram recuperação judicial, em razão de suposta falência, mas o pedido veio acompanhado de acusações de credores sobre um possível esquema de pirâmide financeira.
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O juiz responsável pelo caso determinou pausa, por 30 dias, em novas ordens de penhora ou bloqueio de contas da Fictor, para não “asfixiar” o que sobrou da empresa. Também foi ordenada uma perícia para checar as contas das instituições, que deve gerar, em cinco dias, um relatório sobre a atuação da empresa e o destino de seus recursos. Além disso, foi definido que valores que a Justiça já tinha recolhido antes da decisão não serão devolvidos por enquanto.
Recuperação judicial
De acordo com os donos da Fictor, a crise da empresa teve início com as tentativas de compra do Banco Master no fim de 2025. Segundo a chefia, notícias negativas ligaram o nome do grupo a escândalos financeiros, o que causou pânico nos investidores, que retiraram recursos e fizeram com que a empresa ficasse sem caixa para continuar operando.
“A reputação do grupo foi atingida por especulações de mercado, que geraram um grande volume de notícias negativas, atingindo duramente a liquidez da Fictor Invest e da Fictor Holding”, informou a empresa no documento.
Fundado em 2007, o Grupo Fictor atua nos setores de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e soluções de pagamento. A principal subsidiária industrial, a Fictor Alimentos S.A., mantém unidades em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com cerca de 3.500 empregos diretos e 10 mil indiretos.
Denúncias de investidores
Por outro lado, vários credores e investidores entraram no processo com reclamações, alegando que o grupo usava contratos de investimento irregulares e que não existiam terras ou bens reais para garantir o dinheiro aplicado. Também foram identificadas suspeitas de fraudes e operações de pirâmide.
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