Justiça italiana pode concluir julgamento da extradição de Zambelli nesta quarta
Corte de Apelação rejeitou pedido da defesa para troca de juízes; ex-deputada está presa em Roma
Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
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Após negar um pedido da defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli para substituir os juízes responsáveis por analisar o processo de extradição dela para o Brasil, a Justiça da Itália pode concluir o julgamento do caso nesta quarta-feira (11).
O julgamento já foi adiado quatro vezes. Zambelli está presa na Penitenciária Feminina de Rebibbia, em Roma, desde que foi localizada por autoridades italianas em operação conjunta com a Polícia Federal, após deixar o Brasil depois de ser condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no ano passado.
Apesar da negativa, a defesa afirma que ainda pretende recorrer. Em nota, o advogado Fabio Pagnozzi, que representa Zambelli na Itália, disse que a decisão não encerra as discussões jurídicas e que um recurso está sendo preparado para manter o pedido de substituição dos magistrados.
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Segundo ele, a defesa entende que há fundamentos jurídicos relevantes que ainda precisam ser analisados por instâncias superiores.
Pagnozzi afirmou ainda que o julgamento do pedido de extradição está previsto para ocorrer nesta quarta-feira, quando a defesa apresentará seus argumentos às autoridades italianas.
De acordo com ele, a estratégia jurídica inclui a alegação de suposto desrespeito a garantias processuais no Brasil, especialmente em decisões conduzidas pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
A decisão sobre a extradição cabe ao Judiciário italiano, que deverá avaliar, entre outros pontos, o fato de Zambelli possuir cidadania italiana, condição que pode influenciar o desfecho do processo.
Condenações de Zambelli
No Brasil, Carla Zambelli foi condenada em duas ações no STF. Na primeira, recebeu pena de dez anos de prisão pelos crimes de invasão de sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e falsidade ideológica, em conluio com o hacker Walter Delgatti Neto.
Segundo a investigação, ele foi contratado pela então deputada para inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.
Após essa condenação, Zambelli deixou o país, o que motivou o pedido de extradição e levou à sua prisão na Itália.
Na segunda condenação, o STF fixou pena de cinco anos e três meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, com perda do mandato após o trânsito em julgado.
O caso está relacionado a um episódio ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a então deputada foi flagrada em vídeos empunhando uma pistola e perseguindo um homem em via pública, em São Paulo. Nas imagens, um disparo é efetuado por pessoas que acompanhavam Zambelli. Ela afirma ter sido agredida durante a confusão.
A defesa diz confiar no sistema judiciário italiano e sustenta que seguirá atuando para garantir um julgamento imparcial e o pleno exercício do direito de defesa.
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