Brasília Justiça mantém prisão de advogado que atropelou servidora no DF

Justiça mantém prisão de advogado que atropelou servidora no DF

Tatiana Matsunaga foi perseguida e atropelada pelo advogado Paulo Milhomem em agosto do ano passado no Lago Sul

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

Momento em que a servidora é atropelada no Lago Sul

Momento em que a servidora é atropelada no Lago Sul

Reprodução

A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça rejeitou mais um pedido de recurso da defesa do advogado Paulo Ricardo Milhomem, acusado de tentativa de homicídio qualificado após ter atropelado a servidora pública Tatiana Matsunaga. A briga de trânsito ocorreu em agosto do ano passado no Lago Sul, no Distrito Federal.

A decisão desta quinta-feira (15) do colegiado determinou que Milhomem continuará preso e que o réu será julgado pelo Tribunal do Júri. A defesa havia pedido o relaxamento da prisão e recorreu da sentença.

No entanto, os desembargadores acolheram o pedido do Ministério Público para incluir na denúncia o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Caso

Em 25 de agosto, Tatiana teve o veículo fechado em uma via da QI 15 e houve uma discussão com o outro motorista, o advogado Paulo Ricardo Moraes Milhomem. Ela foi perseguida por vários quilômetros até chegar em frente à casa onde mora, com o marido e os filhos, de 3 e 8 anos. No local, desceu do carro e foi atropelada por Paulo Ricardo Milhomem.

Paulo Ricardo fugiu sem prestar socorro e só se entregou à polícia horas depois. Já Tatiana foi encaminhada para um hospital particular. Após 16 dias inconsciente, ela abriu os olhos durante uma traqueostomia para retirada do tubo de ventilação mecânica da traqueia.

A vítima só recebeu alta do hospital mais de dois meses depois da internação e várias cirurgias para tratar o politraumatismo, além de problemas neurológicos e motores. Os advogados do réu sustentam que o atropelamento teria sido culposo. A mulher perdeu boa parte da visão, tem episódios de perda de memória e confusão mental.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chegou a cassar, temporariamente, o registro de Milhomem, que já foi restabelecido. Preso desde que o caso veio à tona, sua defesa tem ingressado com sucessivos pedidos de liberdade, negados até agora.

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