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Justiça nega pedido de defesa de Robson Cândido e mantém medidas protetivas contra ex

Ex-delegado-chefe da PCDF é acusado de perseguir e ameaçar ex-amante utilizando a estrutura da Polícia Civil

Brasília|Edis Henrique Peres, do R7, em Brasília

Robson Cândido foi diretor-geral da Polícia Civil do DF
Robson Cândido foi diretor-geral da Polícia Civil do DF (Renato Alves/Agência Brasília - 5.9.2019)

A Justiça do Distrito Federal negou o pedido feito pela defesa do ex-delegado-chefe da Polícia Civil do DF Robson Cândido para suspender as medidas protetivas que o impedem de se aproximar da residência e trabalho da ex-amante. Em 2023, Cândido passou a ser investigado por perseguir e ameaçar a mulher utilizando a estrutura da Polícia Civil.

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O pedido de revogação apresentado pela defesa dele ao Tribunal de Justiça era contra a prorrogação a medidas protetivas de urgências concedidas em 28 de maio. Como a solicitação foi negada, Cândido segue proibido de se aproximar 1km da ex-amante e também não pode tentar contato com ela por qualquer meio de comunicação, nem frequentar a residência ou o local de estudos e trabalho da vítima.

Segundo a defesa do ex-chefe da Polícia Civil, não haveria fato para “ensejar a prorrogação das medidas protetivas”, principalmente porque Cândido não as descumpriu desde o começo do processo. A defesa também alegou que ele frequenta desde 2009 uma academia de jiu-jitsu, em Águas Claras, próximo à residência da ex-amante, e que estaria impedido de ir ao local devido às medidas protetivas.

A mulher, no entanto, relatou à Justiça que se sentia insegura e receosa com Cãndido frequentando locais perto de sua residência e do seu local de trabalho.

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Relembre

Cândido é acusado de perseguição, violência psicológica, interceptação telefônica e descumprimento de medidas protetivas, além de peculato, corrupção passiva e violência de sigilo funcional. Ele havia sido preso preventivamente no dia 4 de novembro do ano passado.

O ex-delegado chefe da PCDF contou com a ajuda do delegado Thiago Peralva, que é suspeito de perseguição, corrupção passiva e interceptação telefônica. Ele foi afastado do cargo no mesmo dia da prisão de Cândido.

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A denúncia apresentada pelo Ministério Público do DF no fim do ano passado aponta que Peralva, a pedido de Cândido, incluiu o telefone da vítima em um sistema de interceptações telefônicas de uma investigação que apura crimes de tráfico de drogas. A mulher teria, então, sido monitorada e recebido ameaças por meio do grampo ilegal.

O Ministério Público apresentou registros telefônicos que comprovam a perseguição sofrida pela vítima. Cândido utilizou diversos números de telefone, inclusive linhas vinculadas à PCDF, para enviar mensagens e ligar para a ex-amante. Em um único dia, ele chegou a fazer 50 ligações de um número oculto.

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Em novembro de 2023, a Justiça do DF mandou soltar Cândido. O entendimento foi de que ele não apresentava perigo porque não ocupava mais um cargo público e não tinha mais acesso aos sistemas da corporação. Contudo, a Justiça ordenou que ele fosse monitorado por tornozeleira eletrônica. Ele deixou de usar o equipamento em março deste ano.

À Justiça, a defesa de Cândido já disse que o delegado, “apesar de insistente”, nunca agrediu a ex-amante fisicamente ou verbalmente. De acordo com os advogados, de “todo o conteúdo probatório produzido pela vítima, não há nenhuma ação agressiva por parte de Robson, a não ser, de fato, a insistência para reatar o então relacionamento”.

A defesa de Peralva diz que “sublinha a importância da responsabilidade no processo, pede serenidade e assegura estar à disposição para colaborar plenamente, visando à completa elucidação dos fatos no momento oportuno”.

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