Brasília Lewandowski tem prerrogativa de montar equipe, mas vai discutir 'quem entra, quem sai', diz Lula

Lewandowski tem prerrogativa de montar equipe, mas vai discutir 'quem entra, quem sai', diz Lula

Presidente anunciou nesta quinta-feira (11) que ministro aposentado do STF será o novo ministro da Justiça

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

Lula anuncia Lewandowski como ministro da Justiça

Lula anuncia Lewandowski como ministro da Justiça

Ricardo Stuckert/PR - 11.01.2024

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que Ricardo Lewandowski, anunciado nesta quinta-feira (11) como o futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, vai tomar posse do cargo em 1º de fevereiro e que Flávio Dino permanece no posto até a data. O futuro titular da pasta vai ter a prerrogativa de montar sua equipe, mas vai discutir os nomes para ver "quem entra, quem sai", declarou o petista.

"Normalmente, eu tenho por hábito cultural não indicar ninguém para nenhum ministério. Eu quero que as pessoas montem o time que ele vai jogar. Eu, se fosse técnico de futebol, não permitiria que o presidente do meu time, por mais importante que fosse, fosse escalar o meu time. O meu time sou eu que escalo. Se eu perder, me tirem, se eu ganhar, eu continuo... Dia 1º vamos fazer a posse do nosso querido Lewandowski como ministro da Justiça, e aí já vai ter equipe montada. Ele vai conversar comigo e vamos discutir quem fica, quem sai, quem entra, quais são as novidades", disse Lula. 

O anúncio de Lewandowski como futuro ministro da Justiça foi feito na manhã desta quinta-feira (11), no Palácio do Planalto, em Brasília. Lula estava acompanhado de Dino e da primeira-dama, Rosângela da Silva, mais conhecida como Janja. Na agenda, o presidente da República contou uma história sobre o convite feito ao ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF).

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"Eu tinha conversado com o ministro Lewandowski, tinha feito uma proposta e sabia das naturezas privadas dele. Eu conheço a família dele, conheço a mulher dele, e achava que ela ia colocar dificuldades dizendo para ele 'meu amor, vamos viver a nossa vida agora, deixa para lá esse negócio de política'. E, graças a Deus, a Iara teve a compreensão de falar ao Lewandowski que 'eu sei que você quer ir, então vá, meu amor'. E ele ontem me comunicou que aceita ser o novo ministro da Justiça deste país.".

Lula relatou estar feliz com as duas escolhas - Lewandowski na Justiça e Dino no STF. "Eu acho que ganha o Ministério da Justiça, a Suprema Corte e o povo brasileiro com essa dupla que está ao meu lado, cada um na sua função". Em outro momento, o presidente falou que as medidas tomadas "coroam" seu primeiro ano do mandato à frente do Palácio do Planalto.

Uma das questões de impasse no Ministério da Justiça se trata da secretaria-executiva, atualmente ocupada por Ricardo Cappelli, que afirmou aos interlocutores que só fica na pasta se continuar no atual cargo. Ele foi o braço-direito de Dino e ganhou prestígio por sua atuação como interventor federal na segurança pública do Distrito Federal depois dos atos extremistas do 8 de Janeiro.

Nesta quinta-feira, Cappelli usou as redes sociais para afirmar que não pediu demissão do cargo. "Vou sair de férias com a minha família e voltar para colaborar com a transição no Ministério da Justiça e Segurança Pública. União e Reconstrução", escreveu o secretário-executivo. A reportagem apurou que Lewandowski tem o desejo de designar o jurista Manoel Carlos de Almeida Neto para o posto.

Após o anúncio, durante o momento de fotografias, Lula afirmou que Janja tem a expectativa que Lewandowski coloque muitas mulheres no ministério. "Certamente", respondeu o futuro ministro da Justiça. As declarações não foram transmitidas e foram dadas fora dos microfones. Ao assumir o Planalto, o petista tinha 11 ministras entre as 37 pastas. Agora, tem apenas nove mulheres entre 38 ministérios. 

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