Lula defende isenção de IR no PLR e jornada menor, mas evita dizer quando vai acontecer
Presidente destacou injustiça ao comparar tributação de dividendos e bônus com taxação da PLR do trabalhador
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a falar em mudanças trabalhistas nesta quarta-feira (28), durante o evento que confirmou a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000.
Ele demonstrou simpatia pela ideia de isentar o IR sobre o programa de PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) e também pela redução da jornada semanal de trabalho, mas manteve o discurso no nível da intenção.
Ele respondeu que o país “precisa avançar” no tema e citou a legislação antiga que define a carga de 44 horas semanais, em vigor desde os anos 1940. Mesmo assim, não apresentou proposta, projeto nem calendário.
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Lula destacou a injustiça do sistema atual ao comparar a tributação de dividendos e bônus com a taxação da PLR do trabalhador. Ele mencionou que é injusto que banqueiros e outras pessoas que recebem bônus de bancos não paguem Imposto de Renda, enquanto um trabalhador que recebe R$ 10 mil participação no lucro ao final do ano tem que pagar IR.
“É uma coisa que nós precisamos começar a pensar. É uma coisa que a gente vai ter que começar a pensar, porque nós estamos apenas tendo o início de uma coisa que tem que acontecer, que já aconteceu em muitos países do mundo”, comentou Lula.
A discussão coincide com o movimento no Congresso liderado por parlamentares do PSOL, como Erika Hilton (SP), que defendem o fim da escala 6x1, comum em comércio e serviços, com apenas um dia de descanso por semana.
Como está hoje a tributação da PLR
- Isenção até R$ 7.640;
- Acima disso, imposto de 7,5% a 27,5%.
Centrais sindicais aproveitaram a presença de Lula no evento para cobrar a isenção total da PLR. Sindicatos afirmam que o modelo já não faz sentido e que deveria ser atualizado.
O relator na Câmara do projeto da nova faixa de isenção do IR, Arthur Lira (PP-AL), reconheceu que recebeu a demanda do PLR de entidades sindicais.
Contudo, o deputado indicou que, devido ao “tamanho do problema e do impacto”, essa questão de grande complexidade fiscal precisaria ser trabalhada em “outro momento, com mais calma”.
Por enquanto, a única mudança concreta relativa ao Imposto de Renda é a sancionada nesta quarta: quem ganha até R$ 5.000 fica isento do IR, e há alívio na tributação para rendas até R$ 7.350.
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