Lula diz esperar que presidente interina ‘consiga dar conta do recado’ na Venezuela
Após conversa com Trump, Lula pede paciência e diz que venezuelanos devem decidir seu futuro
Brasília|Do R7, em Brasília
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Ao chegar ao Panamá nesta terça-feira (27) para a primeira agenda internacional de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a situação política na Venezuela e disse esperar que a presidente interina, Delcy Rodríguez, “consiga dar conta do recado” diante da crise com os Estados Unidos após a prisão do ditador Nicolás Maduro e sua transferência a Nova York.
“Eu proximamente vou falar com a presidente Delcy. Eu espero que ela consiga dar conta do recado. É importante que o presidente [Donald] Trump permita que a Venezuela possa cuidar da sua soberania, cuidar dos interesses democráticos da Venezuela. Vamos ver o que vai acontecer”, disse Lula a jornalistas.
Na segunda-feira (26), Lula falou com Trump por telefone. Segundo o governo brasileiro, os dois líderes trocaram impressões sobre o desdobramento da crise venezuelana.
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Nesta terça, Lula disse que é preciso paciência no processo de transição política no país vizinho, acrescentando que ainda é tudo “muito recente”. Lula destacou que a verdadeira solução para a crise deve partir dos próprios venezuelanos.
“Está tudo muito recente, e eu acho que nós temos que ter um pouco de paciência, porque quem vai encontrar uma solução para o povo da Venezuela é o próprio povo venezuelano. Não será o Brasil, não será os Estados Unidos, será a Venezuela. E nós temos que ter paciência e ajudar com que o povo venezuelano possa cuidar do seu destino”, ressaltou.
Viagem aos Estados Unidos
Lula comentou que vai fazer uma viagem aos EUA em março e que deve ter uma reunião com Trump em Washington. Sem mencionar a proposta do presidente americano de criar um “Conselho da Paz”, que poderia substituir a atuação da ONU (Organização das Nações Unidas), Lula destacou que tem falado com líderes mundiais sobre a importância do multilateralismo.
“Conversei com o Trump ontem, eu conversei com o [Emmanuel] Macron hoje, eu conversei com o [Gabriel] Boric hoje e depois vou conversar com mais gente, porque eu estou discutindo a questão do multilateralismo, a questão da democracia no mundo inteiro”, detalhou o brasileiro.
“Eu espero marcar com o presidente Trump. No começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington, porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente. E eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos. Eu estou convencido que a gente vai voltar à normalidade logo logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, concluiu.
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