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Lula diz que Brasil não fará acordo Mercosul–UE se pacto não for aprovado em 2025

Data de uma reunião do Mercosul foi alterada para atender ao bloco europeu, mas o dilema da França e Itália atrapalha o acordo

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente Lula afirma que Brasil não fará novo acordo Mercosul–UE se pacto não for aprovado até 2025.
  • Reunião do Mercosul foi adiada para 20 de dezembro a pedido da União Europeia.
  • Itália e França estão dificultando a aprovação do acordo por questões políticas e agrícolas.
  • Setores agrícolas europeus temem concorrência desleal devido a diferenças em padrões ambientais e sanitários.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula fez o último encontro do ano com ministros nesta quarta Ricardo Stuckert / PR - 17.12.2025

Em meio ao impasse para aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (17) que, caso o pacto seja adiado, o Brasil não voltará a negociar um novo acordo nos mesmos termos. Segundo o petista, ele chegou a alterar a data de uma reunião do Mercosul para atender ao bloco europeu, mas o dilema da França e Itália atrapalha o andamento do acordo.

“Reunião do Mercosul era para ser no dia 2 de dezembro, eu mudei para o dia 20 de dezembro porque a União Europeia pediu, porque ela só conseguiria aprovar o acordo com o Mercosul no dia 19. Agora estou sabendo que eles não vão conseguir aprovar. Tá difícil porque a Itália e a França não querem fazer por problemas políticos internos e eu já avisei para eles, se a gente não fizer agora, o Brasil não fará mais acordo enquanto eu for presidente”, disse.


Em setembro, o acordo entre os blocos foi validado pela União Europeia. Porém, o avanço da proposta ainda depende da aprovação dos países-membros para implementação, que sofre resistência da Itália e da França.

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O entrave vem, principalmente, de setores agrícolas europeus e condicionantes ambientais. Na França, por exemplo, setores agrícolas têm classificado o acordo como “inaceitável” por temer uma concorrência desleal com produtos sul-americanos.


Os franceses criticam a diferença de padrões ambientais e sanitários, alegando que a importação de mercadorias que não têm as mesmas regras impostas aos produtos europeus geraria uma competição desigual.

Assim como a França, a Itália aponta que a assinatura do acordo seria “prematura”, justificando o impasse pela necessidade de proteger os agricultores locais.

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