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Lula diz que presidente do Banco Central tem que entender que não é 'dono do Brasil'

Presidente da República cobra de Campos Neto redução da taxa de juros no país, atualmente em 13,75%

Brasília|Plínio Aguiar e Augusto Fernandes, do R7, em Brasília, com Renata Varandas, da Record TV


Campos Neto tem sido criticado pelo governo
Campos Neto tem sido criticado pelo governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta quinta-feira (13), o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e afirmou que ele tem que entender que não é "dono do Brasil". O petista cobra a redução da taxa básica de juros da economia, a Selic. A instituição financeira, responsável pelo índice, mantém os juros em 13,75% ao ano desde agosto de 2022.

"Ninguém está pedindo nenhum absurdo. Nós estamos pedindo que os juros precisam ser menores, para facilitar que os empresários possam tomar crédito, para facilitar que a economia volte a crescer, para facilitar que o pequeno e o médio empreendedor possam financiar seu negócio", disse Lula.

As declarações foram dadas pelo presidente durante a sanção do Minha Casa, Minha Vida, no Palácio do Planalto, em Brasília. O programa habitacional oferece subsídio e taxa de juro inferior à praticada pelo mercado, facilitando a compra de imóveis populares na cidade e no campo. Segundo o governo, desde 2009, foram entregues mais de 6 milhões de unidades.

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Mais cedo, em entrevista exclusiva à Record TV, Lula criticou Campos Neto e argumentou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) trocou "três ou quatro" presidentes do Banco Central.

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"Quando o presidente indica o presidente do BC e a sociedade começa a fazer críticas, o presidente da República tem autoridade de tirar o poder do Banco Central, indicar outra pessoa. No caso do atual presidente, o Banco Central tem autonomia", disse o petista.

De acordo com o presidente da República, uma das funções de Campos Neto é "fazer a economia crescer". "E é por isso que ele tem que ter responsabilidade de olhar a política monetária sob vários vieses, de vários lados. Ele não pode apenas achar que é preciso aumentar juro, nós não temos inflação de demanda."

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