Lula e Haddad criticam PL Antifacção e Frente da Segurança Pública rebate: ‘Vitória do Brasil’
Parlamentares afirmam que críticas do governo federal ao projeto distorcem o conteúdo da proposta e celebram aprovação na Câmara
Brasília|Do R7, em Brasília
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A Frente Parlamentar da Segurança Pública divulgou nota para rebater declarações do governo federal a respeito do PL 5.582/2025, conhecido como Marco Legal do Combate ao Crime Organizado ou PL Antifacção.
O comunicado afirma que o Palácio do Planalto e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentam visão distorcida sobre o conteúdo aprovado pela Câmara.
Segundo o governo, o projeto cria insegurança jurídica e poderia comprometer o financiamento da Polícia Federal. A frente contesta.
“Declarações assim se resumem a alegações genéricas de insegurança jurídica e oposição à repartição de recursos retirados de organizações criminosas, sobre a qual, levianamente, se afirma que a proposta ‘asfixiaria financeiramente a Polícia Federal’. Nenhum desses argumentos se sustenta”, diz o texto.
Negociação política
O grupo parlamentar afirma que o texto passou por ampla negociação política, com seis pareceres sucessivos até a versão final, construída após articulação do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do relator, o deputado Guilherme Derrite.
Integrantes da frente classificam o resultado como avanço significativo na agenda de combate a facções e destacam alinhamento entre Congresso e sociedade.
Segundo o documento, a versão aprovada pela Câmara promove medidas mais rígidas contra organizações criminosas, entre elas:
- Aumento de penas de 20 para até 40 anos
- Progressão de regime apenas após cumprimento de 70% a 85% da pena
- Uso de bens apreendidos para financiar ações de segurança
- Criação do banco nacional de dados de criminosos
- Monitoramento permanente de comunicações em presídios
- Restrição de visitas íntimas para lideranças de facções
- Audiência de custódia por videoconferência
- Atuação ampliada do Ministério Público em forças-tarefa e investigações
Outros pontos
O texto aprovado também prevê alterações para acelerar processos envolvendo integrantes de grupos estruturados e reduzir margem para articulações externas de presídios.
A nota afirma que Lula deveria reconhecer o esforço do Parlamento para entregar uma proposta considerada mais rígida que a versão encaminhada pelo Executivo.
“A verdade é que a aprovação do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado é uma vitória para o Brasil”, continua o texto, assinado pelo deputado Alberto Fraga.
Os parlamentares também demonstram expectativa de aprovação integral do projeto no Senado.
A mensagem termina com agradecimentos aos deputados favoráveis ao texto e elogios nominais a Derrite e Hugo Motta.
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