‘Intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária’, diz Lula em cúpula do Mercosul
‘Construir uma América do Sul próspera e pacífica é a única doutrina que nos convém’, afirmou petista em discurso
Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado a Donald Trump na manhã deste sábado (20), durante discurso lido na cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR).
Sem citar diretamente o presidente norte-americano nem os Estados Unidos, o petista criticou a situação que envolve a Venezuela e afirmou que os “limites do direito internacional estão sendo testados.”
“Passadas mais de quatro décadas desde a Guerra das Malvinas, o continente sul-americano volta a ser assombrado pela presença militar de uma potência extrarregional. Uma intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o hemisfério e um precedente perigoso para o mundo”, destacou Lula.
O brasileiro aproveitou para fazer um paralelo entre ameaças à democracia e o fortalecimento do crime organizado.
“Construir uma América do Sul próspera e pacífica é a única doutrina que nos convém. Há quem argumente que avançar na integração é abrir mão da soberania. Mas as verdadeiras ameaças à nossa soberania são de outra natureza. Elas se apresentam, hoje, sob a forma da guerra, das forças antidemocráticas e do crime organizado”, acrescentou.
Tensões
Desde agosto, o presidente dos Estados Unidos tem mobilizado forças militares para a costa caribenha da Venezuela, com a justificativa de que a ação seria para o “combate às drogas”. Trump também acusa o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, de ser chefe de uma organização criminosa.
Lula tem se colocado como moderador da questão e teve conversas recentes com Trump e Maduro. Nesta semana, ele defendeu um acordo diplomático para evitar uma guerra entre as duas nações.
“Eu tive a oportunidade de conversar com o presidente Maduro, depois eu conversei com o presidente Trump sobre a questão da Venezuela. Disse para o Trump sobre a preocupação do Brasil com a Venezuela, porque isso aqui é uma zona de paz, não é uma zona de guerra. Disse para ele que as coisas não se resolveriam dando tiro, que era melhor sentar para encontrar uma solução”, afirmou.
“Temos todo o interesse de conversar com a Venezuela, conversar com os EUA, com outros países, para que a gente evite um confronto armado na América Latina e América do Sul”, completou Lula.
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