Luto: dono de cachorro morre e animal passa horas ao lado do corpo
Cão ficou sentado ao lado do corpo e permaneceu no local mesmo depois de ação do IML
Brasília|Do R7

Um cachorro emocionou os moradores do Distrito Federal nesta semana ao ficar ao lado do corpo de seu dono que morreu. O homem estava morto no chão, enquanto o cão da raça labrador ficou ao lado dele, sempre a espera.
Segundo o tenente Joel, da PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal), não foi nada fácil fazer com que o cachorro saísse do lado do corpo de seu dono, foi preciso atraí-lo com um pão recheado de carne para que ele liberasse a área.
— Só quando o cachorro se afastou, a equipe do IML conseguiu fazer o recolhimento do corpo. Depois de feito isso, o cachorro voltou ao local e lá permaneceu deitado como se o dono estivesse lá. [A história] mostra bem o lado fiel do cachorro, que todo mundo sempre fala.
O cachorro não se deixou capturar e, no outro dia, os policiais fizeram uma segunda tentativa e, adivinhe só, o cachorro ainda estava deitado no mesmo local e na mesma posição, aparentando esperar o dono.
O dono do labrador morreu enquanto caminhava com seu cachorro. Ele foi reconhecido como José Roberto Gonçalves, de 40 anos. A família dele só soube o que aconteceu no dia seguinte, depois que as fotos tiradas pelos policiais viralizou nas redes sociais e uma vizinha reconheceu José Roberto e o cachorro. Agora a sobrinha de Roberto, Polyana Gonçalves, está desesperados em busca do cachorro.
—Viemos até a escola atrás dele, mas falaram que duas pessoas já tinham buscado dizendo que eram os donos do cachorro. Desde pequenos nós cuidamos do faísca [o cachorro] e agora, sabendo desse ato dele, de realmente ter fidelidade, amor e amizade faz a gente gostar mais dele ainda. Quero encontrar ele para poder agradecer por estar ao lado do meu tio em seus últimos momentos, quando a gente não pode estar — disse visivelmente emocionada.
O cachorro faísca tem um ano e quatro meses. Segundo outro sobrinho do dono do labrador, Tiago Gonçalves, o cachorro acompanhava o homem todos os dias em suas caminhadas e é muito apegado à toda família.
— Você nunca podia passar do lado dele sem passar a mão nele, tinha sempre que brincar. Com tio zé então, ele sempre brincava, porque o tio zé que corria com ele toda a noite. Eu só queria achar o faísca, já não basta a morte do meu tio, que ninguém esperava, ainda ficar sem o faísca.
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