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Marina Silva diz que Polícia Federal investiga 18 focos de incêndio no Pantanal

Segundo a ministra, a força-tarefa atuante no bioma já identificou as áreas onde os incêndios podem ter começado

Brasília|Victoria Lacerda, do R7, em Brasília


Marina diz que Polícia Federal investiga 18 focos de incêndio no Pantanal
PF investiga 18 focos de incêndio Victoria Lacerda/R7 - 01-07-2024

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a PF (Polícia Federal) está investigando a origem de, pelo menos, 18 focos de incêndio no Pantanal. A declaração foi dada nesta segunda-feira (1º) durante uma coletiva de imprensa após a reunião semanal da sala de situação sobre as queimadas no Pantanal e na Amazônia, realizada no Palácio do Planalto.

Segundo a ministra, a força-tarefa atuante no bioma já identificou as áreas onde os incêndios podem ter começado.

“A PF está conduzindo a investigação e a maioria dos focos está localizada em propriedades privadas. Sabemos de onde a propagação se originou e estamos utilizando tecnologia avançada. Neste momento, ações estão ocorrendo no âmbito da Justiça, em colaboração com a PF”, declarou Marina.

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As ministras do Meio Ambiente, Marina Silva, e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, juntamente com o governador Eduardo Riedel (PSDB), sobrevoaram a área atingida pelo fogo na região de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, na última sexta-feira (28). “Estivemos em Corumbá e fizemos um sobrevoo e é algo desolador, é algo que entristece”, completou Marina.

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Cenário alarmante de queimadas

O Pantanal está enfrentando um cenário alarmante de queimadas neste ano. Até o dia 28 de junho, foram registrados 2.632 focos de calor, o que representa um incêndio a cada 15 minutos. Esse número torna o primeiro semestre de 2024 o período com maior incidência de queimadas desde o início do monitoramento pelo INPE em 1998. O total de queimadas no período já chega a 3.531.

Dados do INPE revelam que, apenas no dia 14 de junho, foram registrados 387 focos de calor, o maior número para um período de 24 horas. Diversos fatores contribuem para a situação crítica do Pantanal:

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  • Seca recorde: Especialistas apontam que o El Niño, um fenômeno climático que altera os padrões de chuva, causou a seca mais severa em mais de 70 anos na região.
  • Temperaturas elevadas: A vegetação seca se deparou com temperaturas ainda mais altas devido à emergência climática, intensificando o risco de incêndios.
  • Ventos: A ação dos ventos facilita a propagação do fogo, tornando o combate ainda mais desafiador.

Combate às chamas

O combate aos incêndios no Pantanal exige esforços redobrados. Desde sábado (29), os brigadistas contam com o reforço da aeronave KC-390 Millennium, capaz de transportar até 12.000 litros de água. No dia 1º de julho, quatro voos foram realizados com despejo de água sobre as áreas afetadas.

A Força Aérea Brasileira (FAB) explicou que a aeronave é abastecida em uma piscina de 22 mil litros em Corumbá (MS) antes de decolar para as missões de combate ao fogo. Na água utilizada no combate, é adicionada uma substância chamada retardante, que reduz o poder das chamas e dificulta a queima de materiais combustíveis ainda não inflamados.

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