Master: Renan Calheiros retira sigilo de auditoria feita pelo TCU sobre o banco de Vorcaro
Decisão do presidente da Comissão de Assuntos Econômicos amplia investigação sobre o caso no Congresso
Brasília|Rute Moraes, da RECORD, e Leonardo Meireles, do R7, em Brasília
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O presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), Renan Calheiros (MDB-AL), retirou o sigilo da auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre a liquidação do banco Master. A medida atende solicitação dos senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Esperidião Amin (PP-SC).
Durante reunião, Braga defendeu acesso ao conteúdo. “É óbvio que a legislação pertinente sobre sigilo bancário, sigilo fiscal, e outros sigilos previstos em leis precisam ser mantidos. Mas o relatório de auditoria, não”, afirmou.
Em seguida, questionou: “Até onde vai o poder de silenciar um documento que deveria auxiliar os trabalhos desta Casa?”.
Com a decisão, a assessoria do Senado manterá resguardos legais previstos na legislação, sem impedir a divulgação do relatório técnico.
O documento enviado ao Congresso indica ausência de impropriedades, omissões ou negligência por parte do Banco Central na liquidação extrajudicial da instituição, decretada em novembro de 2025.
A análise ocorreu a pedido do ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU, com o objetivo de verificar possível precipitação na medida.
A movimentação ocorre em meio ao avanço das apurações no Senado. No início de fevereiro, integrantes da CAE instalaram uma subcomissão para ampliar frentes de investigação sobre o caso.
No mesmo período, Renan Calheiros se reuniu com o presidente do TCU, Vital do Rêgo Filho, alinhando cooperação. O tribunal prometeu enviar documentos e disponibilizar apoio técnico ao colegiado.
Entenda o caso
O Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, entrou no radar após crescimento acelerado no mercado financeiro. A instituição oferecia CDBs com rentabilidade acima da média, estratégia associada a maior exposição a risco.
Dados das investigações apontam um cenário crítico no fim de 2025: cerca de R$ 80 bilhões em ativos diante de caixa de R$ 4 milhões. Há suspeitas de uso de empresas de fachada, triangulação por fundos e carteiras fictícias.
Relatórios indicam desvio de aproximadamente R$ 11,5 bilhões entre 2023 e 2024. Apurações da Polícia Federal e do Banco Central também apontam impacto institucional, além do problema financeiro.
Diante do quadro, o Banco Central decretou liquidação extrajudicial em 18 de novembro, citando “grave crise de liquidez” e “graves violações” às normas do Sistema Financeiro Nacional.
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