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Master: Vorcaro deu ordens para ‘moer empregada’ e ‘dar sacode’ em chef de cozinha

Banqueiro atuava como líder e mandante de atos de ameaça, coação e monitoramento de desafetos

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, é suspeito de liderar atos de ameaça e coação contra funcionários e jornalistas.
  • Mensagens revelam ordens de Vorcaro para intimidação, como "moer sua empregada" e "dar sacode no chef de cozinha".
  • O grupo, chamado "A Turma", é associado a práticas de violência e suposta obstrução de justiça.
  • Investigações indicam que Vorcaro monitorava e intimidava adversários para proteger seus interesses privados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Daniel Vorcaro foi preso nesta quarta Banco Master/Divulgação

Investigações da Polícia Federal apontaram que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, atuava como líder e mandante de atos de ameaça, coação e monitoramento de funcionários, jornalistas, autoridades e adversários comerciais. Em um dos casos, o banqueiro manda “moer sua empregada” e “dar sacode no chef de cozinha“.

O grupo liderado por Vorcaro, denominado “A Turma”, tinha como coordenador operacional Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O aliado atuava, principalmente, em casos de intimidação e obstrução de justiça.


Em mensagens obtidas pela Polícia Federal, há registros de conversas entre Vorcaro e Mourão que indicam o monitoramento de um ex-funcionário, além da troca de documentos pessoais do trabalhador que seria alvo de intimidação.

“A dinâmica violenta revelada pelas conversas entre Vorcaro, responsável por emitir as ordens, e Mourão, como longa manus [executor] da prática violenta, atinge até mesmo jornalistas que publiquem notícias contra Daniel Vorcaro”, diz o documento.


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Veja alguns trechos entre eles:

Vorcaro: Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda.”


Mourão responde: “O que é para fazer?”

Vorcaro: “Puxa endereço tudo”


Em outro diálogo, Daniel fala:

“O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”.

Milícia privada

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça entendeu que o grupo, chamado de “A Turma”, investigado por fraudes no Banco Master, agia como uma espécie de “milícia privada”, onde os integrantes faziam práticas de violência, coação e ameaça. Os investigados são suspeitos de usar uma estrutura de coerção privada para monitorar e intimidar ilegalmente jornalistas, autoridades e adversários comerciais.

Segundo as investigações, com a ordem de Daniel Vorcaro, dono do Master, o grupo intimidava pessoas vistas como “prejudiciais aos interesses da organização”, e com “vistas à obstrução da justiça”.

Neste último caso, registros apontam que Vorcaro teve acesso prévio a informações relacionadas à realização de diligências investigativas, tendo realizado anotações e comunicações relativas a autoridades e procedimentos associados às investigações em andamento.

Entre as ameaças e crimes de violência praticados estão a tentativa de “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”, obstruir a justiça, neutralizar riscos e adversários, além de influenciar a opinião pública contra agentes do Estado.

Nota Vorcaro

Em nota, o banqueiro afirmou que sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

“A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições”, concluiu.

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