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Mau uso da tecnologia pode levar à ‘captura da vontade livre do eleitor’, diz Cármen Lúcia

Ministra reforçou que desinformação e inteligência artificial serão desafios para as eleições deste ano

Brasília|Thays Martins, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A ministra Cármen Lúcia alertou sobre os riscos do mau uso da tecnologia nas eleições.
  • Desinformação pode levar à 'captura da vontade livre do eleitor', gerando arrependimento posteriormente.
  • A inteligência artificial é vista como um grande desafio para as próximas eleições gerais.
  • Cármen Lúcia destacou que o aliciamento de votos é um problema histórico, agora intensificado pelas novas tecnologias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cármen Lúcia destacou os riscos do uso de IA para as eleições Alejandro Zambrana/Secom/TSE - 19/12/2025

A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Cármen Lúcia, afirmou, nesta terça-feira (27), que o mau uso de tecnologias é um risco para as eleições. Segundo a ministra, o uso da desinformação pode levar à “captura da vontade livre do eleitor” e à decepção futura ao descobrir a verdade.

“Com as mentiras tecnologicamente divulgadas, com a chamada desinformação, que deforma, transtorna, ilude e, portanto, ao invés de garantir o direito constitucional à informação, passam a desinformar, isto pode levar a que alguém vote achando que está votando numa pessoa que o representa e que no final se descobre que aquilo não passava de uma falsidade na qual ele depois diz, eu não votaria se soubesse”, disse, no Seminário da Justiça Eleitoral sobre Segurança, Comunicação e Desinformação.


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A ministra reforçou que a inteligência artificial será um dos maiores desafios para as eleições gerais deste ano e que é preciso a união de esforços para enfrentá-la. “Temos desafios novos, desafios que são de sempre, mas desafios, inclusive, inéditos, questões que nunca existiram. Uma delas é a questão da chamada, vou colocar entre aspas, desinformação. Nenhuma dúvida que as tecnologias, que não são boas ou ruins por si, mas pelo abuso, pelo mau uso que se faz dela, podem levar à contaminação de eleições, podem levar à contaminação do voto pela captura da vontade livre do eleitor”, afirmou.

Cármen Lúcia destacou que o aliciamento de votos é um problema histórico no Brasil. Ele apenas ganha nova roupagem com as tecnologias atuais. “E o que nós temos é que assegurar que a eleição é um processo pelo qual cada eleitora e cada eleitor livremente escolhe o seu representante, sem que ele se submeta nem a pressões internas”, disse.

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