Médico diz que ex-presidente caiu após tontura e não vê indícios de agressão
Profissional relata perda de memória, contusão frontal e quadro estável

O médico cardiologista Brasil Caiado, que acompanhou o ex-presidente Jair Bolsonaro para realização de exames, afirmou que não há indícios de que ele tenha sofrido qualquer tipo de violência dentro da unidade prisional. Segundo o profissional, a queda registrada durante a madrugada teria ocorrido após um episódio de tontura e desequilíbrio, associado a oscilações de memória que o paciente já vinha apresentando.
De acordo com o relato, no momento da queda o detento não se lembrava do que havia acontecido. “Eu tive que ir por dedução do que ocorreu”, disse o médico, ao explicar que a avaliação inicial precisou considerar os sintomas prévios e o estado clínico observado após o episódio.
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Brasil reforçou que descarta a hipótese de agressão. “Não acredito de forma nenhuma que ele sofreu violência dentro da cadeia”, afirmou. Para o médico, especulações nesse sentido “não procedem” e não encontram respaldo na avaliação clínica realizada até o momento.
Segundo o acompanhamento, o estado de saúde do paciente é considerado estável. Ainda assim, o médico destacou a necessidade de um monitoramento contínuo e compartilhado. “Penso que, nesse momento, temos que fazer um acompanhamento juntos, como eu falei, não estou lá o tempo todo”, explicou.
Ele também apontou dificuldades logísticas, como problemas de transporte, que impactam a rotina de avaliação.
A queda resultou em uma contusão frontal direta e na têmpora direita externa o que levou a equipe a aprofundar as hipóteses diagnósticas. Entre os pontos analisados, estão possíveis interações medicamentosas que possam ter contribuído para o quadro de tontura, desequilíbrio e perda momentânea de memória.
O médico também comentou sobre um problema relacionado ao nervo frênico, associado a episódios persistentes de soluço. Segundo ele, a resposta esperada após um bloqueio anestésico do nervo não ocorreu. “Em relação ao nervo frênico, ele dá uma resposta imediata. Ali anestesia o nervo e devia parar no mesmo momento. Se, com a indicação do bloqueio, não deu certo, entramos com medicamentos”, explicou.
As doses administradas conseguiram minimizar os sintomas, mas não resolveram completamente o problema. Por isso, o paciente precisará seguir o tratamento indicado para casos de soluço prolongado, que podem durar entre 72 e 96 horas. O médico ressaltou que a administração dos medicamentos é feita pela superintendência responsável pela unidade.
Ao final, Brasil Caiado avaliou que, nas condições atuais, o detento não teria capacidade de permanecer sozinho sem acompanhamento. “Creio que não tenha capacidade de ficar sozinho”, afirmou, reforçando a necessidade de vigilância clínica contínua enquanto o tratamento segue em curso.
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