Médicos alertam para risco de morte após pneumonia grave levar Bolsonaro à UTI
Ex-presidente teve febre, calafrios intensos e falta de ar antes de ser levado ao hospital
Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília
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O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital particular de Brasília após apresentar um quadro de pneumonia severa que atingiu os dois pulmões. Segundo os médicos dele, o quadro é estável no momento, mas extremamente grave. Não há previsão de alta, e o ex-presidente pode ficar internado por no mínimo sete dias.
A equipe médica classificou Bolsonaro, que tem 70 anos, como um “idoso frágil”, condição que aumenta os riscos associados a infecções graves.
Apesar de o quadro ser considerado estável no momento, os médicos afirmaram que existe risco real de complicações potencialmente fatais e que o caso exige acompanhamento intensivo.
“Estamos tendo que lidar com essa situação, que é uma situação bastante crítica, bastante indesejada e que realmente põe em risco a vida do paciente. Uma pneumonia aspirativa pode fazer com que a pessoa evolua com uma insuficiência respiratória e, se você não intervir, morra. A gente está lidando com uma situação extremamente grave. No momento, a questão do presidente Jair Bolsonaro é estável, mas o risco de um evento potencialmente mortal mais uma vez surge nessas circunstâncias”, disse o médico Claudio Birolini.
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Em coletiva de imprensa na noite desta sexta-feira (13), os médicos de Bolsonaro disseram que a infecção é de origem bacteriana e evoluiu para um quadro de bacteremia — quando a bactéria alcança a corrente sanguínea — condição que indica gravidade e exige tratamento intensivo.
Antes de dar entrada no hospital, Bolsonaro apresentou febre, calafrios intensos — com episódios em que perdeu o controle do corpo —, falta de ar, desidratação e vômitos associados a refluxo.
No momento da avaliação inicial, a saturação de oxigênio estava em 80%, considerada muito baixa, enquanto a pressão arterial foi registrada em 9 por 5, índice considerado reduzido para um paciente hipertenso como o ex-presidente.
Segundo os médicos, a pneumonia atingiu ambos os pulmões, com comprometimento mais intenso do lado esquerdo.
Os médicos afirmam que o quadro atual é considerado mais grave do que os dois episódios de pneumonia enfrentados por Bolsonaro no último ano, especialmente em razão da idade, do histórico médico e das comorbidades acumuladas.
Por causa dessas condições, a expectativa da equipe é de que o tratamento exija um período prolongado na UTI para permitir a recuperação dos pulmões e a estabilização do estado geral do ex-presidente.
Transferência para o hospital foi fundamental
De acordo com a equipe médica, a ida imediata do ex-presidente ao hospital foi fundamental e “fez toda a diferença”.
Os médicos relataram que a infecção evoluiu rapidamente. Bolsonaro começou a passar mal por volta das 2h da manhã e, às 8h, os exames de imagem já mostravam um comprometimento pulmonar bastante acentuado.
“Foi muito oportuna a vinda dele rápida ao hospital, porque, quando há uma infecção importante dessa, se demora muito, uma hora faz diferença”, destacou o cardiologista Leandro Echenique.
A intervenção rápida da equipe médica evitou que ele evoluísse para um choque séptico (infecção generalizada).
“Nós imaginamos que, se o tratamento não fosse instituído rapidamente a essa infecção, frente à velocidade que foi, em poucas horas, ele poderia evoluir para realmente precisar de intubação e poderia evoluir para uma infecção que nós chamamos de generalizada, que se chama choque séptico. Então, o objetivo do tratamento foi exatamente intervir precocemente para que isso não ocorresse”, detalhou Echenique.
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