Brasília Milton Ribeiro não poderia estar com arma carregada no balcão do aeroporto, segundo regras da Anac

Milton Ribeiro não poderia estar com arma carregada no balcão do aeroporto, segundo regras da Anac

Ao manusear a arma, o ex-ministro acabou disparando-a acidentalmente; uma funcionária da Gol foi atingida por estilhaços

Agência Estado
Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro

Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro

Alan Santos / PR

 O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro infringiu regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) ao se dirigir ao balcão de uma companhia aérea com uma arma de fogo carregada, segundo afirma o gerente do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, com base em resolução do órgão regulador. Ao manusear a arma, Ribeiro acabou disparando-a acidentalmente e feriu uma funcionária da Gol Linhas Aéreas, atingida por estilhaços.

A resolução 461/2018 da Anac dispõe sobre os procedimentos de embarque e desembarque de passageiros armados. Segundo as normas estabelecidas pela agência, o passageiro deve comparecer à representação da Polícia Federal no aeroporto antes de realizar seu check-in, levando consigo um formulário preenchido de autorização de embarque com arma.

A agência determina que o desmuniciamento do revólver deve ocorrer antes da chegada do passageiro ao aeroporto ou em um local específico para essa finalidade dentro do aeroporto, se houver. O passageiro só pode manusear a arma de fogo nesse espaço, exclusivo para a retirada da munição. Durante o desmuniciamento, o cano da arma de fogo deve permanecer apontado para uma caixa de areia, justamente para que ninguém se machuque no caso de um disparo acidental.

O ex-ministro Ribeiro tentou desmuniciar sua arma dentro de uma pasta enquanto era atendido no balcão da Latam, no Aeroporto Internacional de Brasília, nesta segunda-feira, 25. Além de entrar no aeroporto com a pistola carregada, ele manuseou o objeto próximo a funcionários que trabalhavam no local, deixando uma mulher ferida por estilhaços causados pelo disparo acidental.

O Estadão procurou a Anac e a PF para que se pronunciassem sobre o ocorrido e eventuais penalidades a que Ribeiro possa estar sujeito, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. A reportagem ainda não conseguiu contato com o ex-ministro. Por meio de nota, a Gol informou que a funcionária foi atingida sem gravidade e passa bem.

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