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Ex-ministro Milton Ribeiro dispara arma de fogo em aeroporto 

Tiro acidental aconteceu em guichê de atendimento no aeroporto de Brasília; ninguém ficou ferido

Brasília|Carlos Eduardo Bafutto e Renato Souza, do R7, em Brasília

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O então ministro da Educação Milton Ribeiro ao fazer balanço do Enem 2021
O então ministro da Educação Milton Ribeiro ao fazer balanço do Enem 2021

O ex-ministro da Educação Milton Ribeiro disparou, acidentalmente, uma arma de fogo no aeroporto de Brasília nesta segunda-feira (25). Após o incidente — em que não houve vítimas —, Ribeiro foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal para prestar esclarecimentos. 

De acordo com o depoimento do ex-ministro, a arma disparou acidentalmente por volta das 17h, enquanto ele era atendido no balcão de uma companhia aérea para embarcar no voo das 19h50 para São Paulo. 

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Ribeiro já havia feito pela internet o procedimento burocrático para realizar o despacho de sua arma no aeroporto. O despacho de arma de fogo é a regra geral para todos os passageiros que desejam transportar suas armas em aeronaves civis. Após a validação da GDAF (Guia de Despacho de Arma de Fogo), o passageiro deverá apresentá-la ao funcionário da empresa aérea no balcão de check-in juntamente com seu armamento, devidamente acondicionado e lacrado, para ser despachado.

Veja abaixo trecho do depoimento de Milton Ribeiro à Polícia Federal

Segundo Ribeiro, o disparo aconteceu quando ele manuseou a arma para separá-la do carregador. Ele disse ainda que o disparo ocorreu no momento em que ele tentava tirar a munição de forma discreta sem retirá-la da pasta. 

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Demissão

Milton Ribeiro foi exonerado do Ministério da Educação em 28 de março. No lugar de Ribeiro, assumiu o atual secretário-executivo do MEC, Victor Godoy Veiga. 

Ribeiro deixou o MEC em meio às denúncias de um suposto esquema de tráfico de influência na pasta. Segundo acusações feitas por prefeitos, o agora ex-ministro teria permitido que dois pastores que não têm cargo público, Arilton Moura Correia e Gilmar Silva dos Santos, pedissem propina em troca da liberação de recursos do ministério aos municípios.

Por causa disso, a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar as denúncias. A corporação vai investigar se os religiosos influenciaram o envio de verba para municípios em troca de propina, se o ex-ministro da Educação sabia das irregularidades e se colaborou com elas.

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