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Ministro da Justiça estuda novos projetos após retirada de tributo de bets do PL Antifacção

Proposta previa arrecadar até R$ 30 bilhões por ano com taxação das apostas, mas foi excluída do texto final

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro da Justiça estuda novas propostas após a retirada da taxa sobre apostas do PL Antifacção.
  • A Câmara dos Deputados rejeitou a criação de um tributo que poderia arrecadar até R$ 30 bilhões anuais para o combate ao crime organizado.
  • A alíquota da Cide-Bets, proposta no Senado, era de 15% e tinha caráter provisório.
  • Ministério busca alternativas para financiamento e agora considera apoiar um novo projeto de lei sobre o tributo.

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Segundo Wellington Lima e Silva, governo cogita apoiar novo texto exclusivo sobre tributo de bets TOM COSTA/MJSP- 25.02.2026

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, disse nesta quarta-feira (25) que a pasta estuda apoiar novas propostas legislativas para incrementar o financiamento do combate ao crime organizado. A medida ocorre após a Câmara retirar a criação de um tributo sobre bets da redação final do PL Antifacção.

Segundo o ministro, o governo cogita apoiar um novo projeto focado exclusivamente no tributo ou outras duas iniciativas, cujos detalhes não foram revelados.


“As bets são uma alternativa, e existem muitas proposições discutidas de outras origens. O problema é que cada origem pensada tem que ser cotejada com o sentido de responsabilidade fiscal”, afirmou. “Nós precisamos dar a esse tema uma prioridade que justifique a superação de alguns limites, se este for o caso.”

Além de impor uma derrota inicial ao rejeitar o texto do Senado, a Câmara derrubou o dispositivo que previa o financiamento de ações de repressão ao crime organizado por meio de tributos sobre apostas de quota-fixa.


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A alíquota da Cide-Bets (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) era de 15%, com caráter provisório, e havia sido incluída no texto pelo relator no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE).

Vieira estimou que a contribuição arrecadaria até R$ 30 bilhões anuais para o Fundo Nacional de Segurança Pública, mas o governo orientou posicionamento contrário à medida.


O relator na Câmara, Guilherme Derrite (PP-SP), criticou o texto vindo do Senado. Da versão aprovada pela outra Casa, ele acolheu apenas a criação da Cide-Bets. No restante, limitou-se a realizar ajustes de redação.

Wellington Lima e Silva ressaltou que a maior parte desses ajustes indicados foi sugestão do próprio ministério. “Desde o momento em que teve a notícia da designação do relator e indicação sobre o texto, o ministério buscou fazer 23 indicações em cinco eixos diferentes”, destacou. Segundo o ministro, mais da metade dessas sugestões foi acolhida.


O principal ponto de preocupação do ministério tratava da possibilidade da criminalização de movimentos sociais — Derrite ajustou o texto para não haver interpretações nesse sentido.

O ministério reforçou a defesa de um “apoio crítico” ao projeto, sustentado por deputados do PT. “Só tínhamos duas possibilidades: ou cruzar os braços ou buscar melhorar aquela versão. A única maneira possível de fazer essa melhora era através de emendas de redação”, observou Lima e Silva.

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