Morte de Marielle Franco

Brasília Ministro do STJ nega absolvição a acusado de matar Marielle Franco

Ministro do STJ nega absolvição a acusado de matar Marielle Franco

Ex-PM tentou se livrar de julgamento pelo Tribunal do Júri em razão do crime cometido há quatro anos

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Marielle Franco foi assassinada há 4 anos, e mandantes do crime ainda não foram identificados

Marielle Franco foi assassinada há 4 anos, e mandantes do crime ainda não foram identificados

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Rogerio Schietti Cruz, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), negou provimento a agravo em recurso especial do policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em 2018. Schietti é o relator do caso.

Na ação, Lessa buscava a absolvição sumária ou o afastamento da decisão que o mandou a julgamento no Tribunal do Júri pelo assassinato da vereadora e do funcionário dela. O crime completou quatro anos nesta segunda-feira (14), e até o momento a Polícia Civil não apresentou um mandante dos assassinatos. 

A defesa do ex-PM afirmou que não existem evidências do envolvimento dele com o crime, o que deveria resultar na absolvição. De acordo com o STJ, no que se refere à morte de Marielle, Lessa foi denunciado pelo crime de "homicídio qualificado por motivo torpe e por uso de recurso que dificultou a defesa da vítima"; e, em relação a Anderson Gomes, por "homicídio qualificado pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo objetivo de assegurar a execução ou a ocultação de outro crime".

Lessa teria monitorado Marielle antes do crime, buscando na internet locais que ela frequentava e acompanhando as atividades do partido da vereadora. "Essas são algumas das provas citadas na pronúncia, mantida em segundo grau, que consubstanciam lastro mínimo, judicializado, da admissibilidade da acusação a ser desenvolvida em plenário do júri. As instâncias ordinárias justificaram a suspeita que recai sobre o agravado, acerca de crime contra a vida", destacou o relator.

Últimas