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Moraes aponta ‘fortes indícios’ da participação de Rodrigo Bacellar em organização criminosa

Além da prisão do deputado, ministro também determinou o afastamento da presidência da Assembleia

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes determina a prisão do deputado Rodrigo Bacellar por indícios de participação em organização criminosa.
  • Deputado é acusado de obstruir investigações relacionadas ao crime organizado, interferindo no poder Executivo estadual.
  • Operação da PF ocorreu na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, com busca na sala da presidência.
  • Vazamento de informações sigilosas comprometeu investigações sobre outro deputado e a PF busca identificar os responsáveis.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Moraes determinou prisão do parlamentar nesta quarta Rosinei Coutinho/SCO/STF

Ao determinar a prisão do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes afirmou que existem “fortes indícios” da participação do parlamentar em uma organização criminosa, segundo investigações da PF (Polícia Federal).

Além disso, o ministro pontuou que Bacellar estaria atuando “ativamente pela obstrução de investigações envolvendo facção criminosa e ações contra o crime organizado, inclusive com influência no poder Executivo estadual, capazes de potencializar o risco de continuidade delitiva e de interferência indevida nas investigações da organização criminosa”.


O deputado foi preso preventivamente nesta quarta-feira (3) durante uma operação que investiga o vazamento de informações sigilosas sobre uma ação que mirava o deputado estadual TH Joias. O STF também determinou o afastamento da presidência da Assembleia.

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Durante o cumprimento do mandado de prisão na manhã desta quinta-feira (3), policiais federais também cumpriram busca na sala da presidência, na Alerj.


Segundo a Polícia Federal, o vazamento das informações comprometeu o andamento das investigações sobre o TH Joias. Na peça, Moraes pontua que, segundo a PF, Bacellar teria orientado o TH a destruir provas e fugir.

“Rodrigo da Silva Bacellar tinha o conhecimento prévio sobre a alteração do número de ‘TH Joias’, assim como o orientou o investigado na remoção de objetos de sua residência, a indicar um envolvimento direto ‘no encobrimento do investigado à atuação dos órgãos de persecução penal’”, diz o trecho.


Agora, os agentes esperam identificar os responsáveis pelo repasse ilegal de informações e entender a conexão com agentes públicos.

A ação, determinada pelo Supremo Tribunal Federal, teve a apuração da Polícia Federal sobre a atuação de grupos criminosos violentos no estado do Rio e suas conexões com agentes públicos.

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